De más a boazinhas : as portas de saída da prostituição
Resumo: Este trabalho tem como corpus entrevistas realizadas com garotas de programa de uma boate (Porto das Sereias)[1], situada em Cascavel, no Paraná. A coleta de dados ocorreu em 2012, com o consentimento do Comitê de Ética em Pesquisa, trabalho inscrito na Plataforma Brasil. Este artigo tem com...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) |
| Repositorio: | Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1410863 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/20.500.12733/24922 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Análise do discurso Prostituição Prostitutas Discourse analysis Prostitution Prostitutes Artigo original |
| Sumario: | Resumo: Este trabalho tem como corpus entrevistas realizadas com garotas de programa de uma boate (Porto das Sereias)[1], situada em Cascavel, no Paraná. A coleta de dados ocorreu em 2012, com o consentimento do Comitê de Ética em Pesquisa, trabalho inscrito na Plataforma Brasil. Este artigo tem como objetivo principal verificar quais são os caminhos apontados pelas entrevistadas para deixar a prostituição e refletir sobre seus enunciados, com base na Análise de Discurso de orientação francesa. Assim, o fio condutor desta pesquisa é a análise Pechêutiana (PÊCHEUX, 1997), viés que movimenta as análises discursivas por meio da Linguística, da Psicanálise e do Materialismo Histórico. É a partir da e na linguagem que o sujeito se constitui, dentro de um contínuo processo ideológico e, assim, é por meio da materialidade linguística que é possível observar o funcionamento da língua, indissociada da história e da ideologia: "A linguagem configura as pistas para que possamos chegar um pouco mais perto do sujeito, e a Análise do Discurso possibilita que o conhecimento constitua-se além do 'achar' de cada pesquisador e fora de qualquer modelo pré-concebido" (LAGAZZI, 1988, p. 51). Para que a análise proposta neste trabalho seja possível, interessa ao analista a materialidade discursiva, na qual se inscrevem possibilidades de reconhecimento dos efeitos de sentido presentes nos enunciados, assumindo, acima de tudo, a não transparência da linguagem. O papel do analista nesse processo é buscar perceber os efeitos de sentidos que permeiam o discurso, não se reportando a regras, "mas [à]as suas condições de produção em relação à memória, onde intervém a ideologia, o inconsciente, o esquecimento, a falha, o equívoco. O que nos interessa não são as marcas em si, mas o seu funcionamento no discurso" (ORLANDI, 2001 a, p. 64-65) |
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