Avaliação da ansiedade, depressão e autoestima em docentes de enfermagem de universidades pública e privada
O estudo teve como objetivo avaliar a presença de ansiedade, depressão e autoestima em docentes de Enfermagem de universidades pública e privada de um município do Sul do Estado de Minas Gerais e comparar as medidas apresentadas pelos dois grupos. Trata-se de um estudo descritivo, correlacional, de...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2011 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-16052011-160607 |
| Online Access: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-16052011-160607/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Ansiedade Anxiety Autoestima Depressão Depression Docentes de Enfermagem Enfermagem Nursing Nursing professors Self-esteem Universidades University |
| Summary: | O estudo teve como objetivo avaliar a presença de ansiedade, depressão e autoestima em docentes de Enfermagem de universidades pública e privada de um município do Sul do Estado de Minas Gerais e comparar as medidas apresentadas pelos dois grupos. Trata-se de um estudo descritivo, correlacional, de corte transversal e abordagem quantitativa, desenvolvida com 71 docentes de duas universidades (39 da pública e 32 da privada) localizadas no município de Alfenas-MG. A coleta de dados ocorreu no final do primeiro semestre letivo do ano de 2010, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Para essa etapa, utilizaram-se quatro instrumentos: questionário semiestruturado com variáveis sociodemográficas, da atividade laboral e hábitos de vida; Inventário de Ansiedade de Beck; Inventário de Depressão de Beck; e Escala de Autoestima de Rosenberg. Após a coleta, os dados foram tabulados em programa estatístico, para análise estatística descritiva e inferencial, assim como a avaliação da consistência interna das escalas. Como resultado, constatou-se que houve predomínio de docentes do sexo feminino, com faixa etária de 31 a 40 anos, católicos, casados, renda familiar mensal de 4001 a 6000 reais, com casa própria e formação universitária em Enfermagem, mestres, com tempo de trabalho em docência de 6 a 10 anos e, na atual instituição, de 1 a 5 anos. Alguns professores praticam semanalmente exercícios físicos, e outros são sedentários. Poucos docentes são tabagistas e a maioria não consome bebida alcoólica, não apresenta doença crônica e não faz uso de medicamentos diários. A ocorrência de evento marcante na vida e na carreira de docência foi frequente nos sujeitos avaliados. Constatou-se que a maioria apresentou ansiedade mínima, ausência de depressão e autoestima alta; porém alguns foram classificados como tendo ansiedade leve, moderada ou grave, depressão leve ou grave e autoestima média ou baixa. Os professores de enfermagem da universidade privada apresentaram maiores medianas de escores de ansiedade e de depressão e menores medianas de escores de autoestima. Na depressão, a variável \"uso de medicamentos diários\" e, na autoestima, as variáveis \"ocorrência de evento marcante na vida e na carreira de docência\" tiveram associação estatisticamente significante com essas medidas. As três escalas apresentaram valores altos de coeficiente alfa de Cronbach, considerando-se, então, sua consistência interna muito boa e aceitável para os itens avaliados. Faz-se necessário que as instituições de ensino viabilizem práticas que favoreçam a saúde de seus trabalhadores, visto que iniciativas dessa natureza são economicamente mais interessantes do que a remediação dos efeitos de eventuais transtornos mentais que possam afligi-los. Ao agirem dessa forma, as instituições irão se mostrar socialmente comprometidas com a integridade física e mental de seus docentes. |
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