Solipsismo e realismo no Tractatus de Ludwig Wittgenstein: O Solipsismo, levado às ultimas conseqüências, coincide com o puro realismo

Esta dissertação analisa a abordagem que Wittgenstein faz ao problema do solipsismo na obra Tractatus Logico-Philosophicus. Toda a investigação aqui envolvida tem como objetivo principal entender o aparente paradoxo expresso na frase inicial do aforismo tractatiano 5.64: "o solipsismo, levado à...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Francisco De Arruda Júnior, Gerson
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/6053
Acesso em linha:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6053
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Sujeito
Tractatus
Wittgenstein
Realismo
Solipsismo
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa a abordagem que Wittgenstein faz ao problema do solipsismo na obra Tractatus Logico-Philosophicus. Toda a investigação aqui envolvida tem como objetivo principal entender o aparente paradoxo expresso na frase inicial do aforismo tractatiano 5.64: "o solipsismo, levado às últimas conseqüências, coincide com o puro realismo". Para cumprir essa tarefa, apresenta-se, inicialmente, uma caracterização geral do Tractatus com vistas a situar o grupo de aforismos que compõem a seção do solipsismo na estrutura argumentativa dessa obra. Num segundo momento, trata-se dos limites da linguagem e do mundo e do que, para Wittgenstein, é a verdade do solipsismo. Nessa ocasião, a ênfase é dada à teoria pictórica da proposição e à doutrina da distinção entre o dizer e o mostrar, que está no cerne da análise wittgensteiniana da questão do solipsismo. Em seguida, examina-se a noção tractatiana de sujeito. Destacam-se aqui: (1) os argumentos utilizados por Wittgenstein para negar a existência de sujeitos empíricos capazes de fazer representações do mundo; e (2) a existência de um sujeito metafísico como limite do mundo e, portanto, como condição de possibilidade para que as proposições da linguagem adquiram seu sentido na projeção lingüística do mundo. Por fim, mostra-se como foi possível a Wittgenstein afirmar o aparente paradoxo que conduziu toda essa pesquisa. Ressalta-se que essa afirmação nada mais é do que uma conseqüência necessária de toda a proposta filosófica do Tractatus