Eles estão “entrenós”: extraterrestres enquanto fluxos na malha de significados

O objetivo desta tese é analisar como o extraterreste, enquanto conceito ou noção, perpassa por diferentes grupos de atores, sejam eles religiosos ou não. Para tal, utiliza-se como referencial teorias sociológicas e antropológicas que privilegiam associações e interrelações, como a Teoria Ator-Rede,...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Campanha, Vitor de Lima
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/13117
Acesso em linha:https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2021/00032
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13117
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Extraterrestres
Nova Era
Novos Movimentos Religiosos
Espiritismo
Ufologia
Extraterrestrials
New Age
New Religious Movements
Spiritism
Ufology
Descrição
Resumo:O objetivo desta tese é analisar como o extraterreste, enquanto conceito ou noção, perpassa por diferentes grupos de atores, sejam eles religiosos ou não. Para tal, utiliza-se como referencial teorias sociológicas e antropológicas que privilegiam associações e interrelações, como a Teoria Ator-Rede, do sociólogo Bruno Latour, bem como as elaborações teóricas do antropólogo Tim Ingold, que propõe seguir determinada coisa, que atua como um fluxo em uma malha de significados. Dessa forma, segue-se a noção de extraterrestre através de suas relações com diferentes grupos: o pensamento de certos Novos Movimentos Religiosos, dos adeptos da religiosidade Nova Era, do espiritismo kardecista e da ufologia pretensamente científica ou paracientífica. Faz-se um levantamento bibliográfico em livros, sites institucionais, sites de notícias, filmes e narrativas midiáticas sobre seres considerados extraterrestres. Conclui-se que esse conceito não apenas é modificado ao longo do tempo e dos múltiplos contatos com outros grupos/atores/coisas, mas também interfere nas conceituações de todos os atores envolvidos – promovendo ora distanciamentos, ora aproximações, e demonstrando assim a fluidez de fronteiras entre os pensamentos e discursos dos grupos analisados.