Arte, mídia e política: uma análise dialógica de "bolsominions" e "petralhas"
O estudo analisa, com base teórico-metodológica na filosofia da linguagem do Círculo Bakhtin, Medviédev, Volóchinov, os signos ideológicos “bolsominions” e “petralhas”, utilizados em páginas de cunho político da rede social Facebook, com articulação entre as esferas midiática e artística. O uso dess...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/257367 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/257367 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Linguística Círculo Bakhtin Medviédev Volóchinov Signo ideológico Diálogo Linguistics Dialogue Ideological sign |
| Sumario: | O estudo analisa, com base teórico-metodológica na filosofia da linguagem do Círculo Bakhtin, Medviédev, Volóchinov, os signos ideológicos “bolsominions” e “petralhas”, utilizados em páginas de cunho político da rede social Facebook, com articulação entre as esferas midiática e artística. O uso desses signos revela diferentes vozes sociais, compreendidas a partir do movimento dialético-dialógico, em um devir de sentidos que refletem e refratam os atos responsivos e responsáveis dos sujeitos. Desse modo, a análise proposta é uma forma de compreender o movimento de linguagem acerca de um embate de vozes: de um lado, sujeitos que criticam os “bolsominions” e suas atitudes, de outro, os que se afirmam como “bolsominions”, com os “petralhas”, ocorre o mesmo: há os que criticam e os que se afirmam como tal. Entender o corpus em sua relação com a arte e com a vida é uma forma de observar a ética e a estética bakhtiniana, a partir dos enunciados artísticos com os quais os signos ideológicos estabelecem relações dialógicas, como a franquia de filmes Meu Malvado Favorito (2010, 2013, 2015 e 2017), com os minions; e as histórias em quadrinhos Os Metralhas (1970-1980), com os irmãos Metralha. Há uma construção de sujeito, nos dois enunciados, pautada na alteridade, que, por sua vez, semiotizam sujeitos da vida por meio da/na linguagem. As esferas da arte, da mídia e da política se inter-relacionam e propiciam a criação e difusão desses signos ideológicos e de suas valorações constitutivas. “Bolsominions” e “petralhas” são vistos em interação online, como formas de ser, estar e se posicionar frente aos eventos históricos, e permitem compreender parte da política contemporânea brasileira em uma sociedade pautada na difusão da informação. Desse modo, os resultados mostram o diálogo constitutivo da multiacentuação de signos ideológicos em páginas de cunho político no Facebook, e comprovam nossa tese de que os posts funcionam não só para criticar e ofender, mas como fonte e meio de disseminação de informações. |
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