Políticas públicas de recursos hídricos e saneamento: integração por mecanismos de regulação

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos” é o título do ODS 6 (água potável e saneamento). No Brasil um dos desafios para o cumprimento dessa meta é a integração das políticas públicas de saneamento básico e recursos hídricos. Esse movimento ainda inci...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Rubens Marques
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/255904
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/11449/255904
https://lattes.cnpq.br/4393445803031472
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Gestão pública
Regulação hídrica e sanitária
Agenda 2030
Public management
Water and health regulation
2030 agenda
Descrição
Resumo:Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos” é o título do ODS 6 (água potável e saneamento). No Brasil um dos desafios para o cumprimento dessa meta é a integração das políticas públicas de saneamento básico e recursos hídricos. Esse movimento ainda incipiente, que possui como expoente a promulgação da Lei Federal nº 14.026/2020 (Novo Marco do Saneamento), pode se beneficiar da experiência regulatória de outros países. Assim, o presente trabalho apresenta as propriedades da regulação, no que se refere aos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, apresentando comparativamente as formas de prestação adotadas por Brasil, França e Inglaterra. A análise comparativa é realizada por meio de revisão bibliográfica, explorando textos de diplomas legais, artigos científicos, trabalhos acadêmicos e publicações oficiais, buscando mecanismos de regulação econômica e social que favoreçam a universalização dos serviços de saneamento, a sustentabilidade econômico-financeira na prestação destes serviços, a promoção da qualidade hídrica em ambientes urbanos e a mediação dos conflitos dos usos múltiplos da água. Os resultados indicam que o exemplo do modelo regulatório inglês é rico em mecanismos de regulação econômica, ao passo que a experiência regulatória francesa contribui com desenho institucional focado no gerenciamento do conflito entre os setores usuários e privilegia questões da qualidade hídrica. A integração das políticas públicas, que favorece a disponibilidade hídrica em quantidade e qualidade, apresenta grande potencial de contribuir, subsidiariamente, com as metas dos ODS 9 (indústria, inovação e infraestrutura), 11 (cidades e comunidades sustentáveis) e 14 (vida na água).