Modelagem de áreas críticas de atropelamento de cachorro-domato (Cerdocyon thous) no Brasil

Infraestruturas viárias são imprescindíveis para o desenvolvimento social e econômico do país e estão em constante ampliação, uma vez que permitem conectar áreas remotas e transportar cargas e passageiros por todo o território nacional. A implantação destes empreendimentos gera impactos ambientais n...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Castro, Érika Paula
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/50065
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/50065
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ecologia Aplicada
Atropelamento de fauna
Modelagem de dados
Modelagem espacial
Hotspots
Mitigation measures
Roadkill
Data modeling
Medidas de mitigação
Descripción
Sumario:Infraestruturas viárias são imprescindíveis para o desenvolvimento social e econômico do país e estão em constante ampliação, uma vez que permitem conectar áreas remotas e transportar cargas e passageiros por todo o território nacional. A implantação destes empreendimentos gera impactos ambientais no sobre a biodiversidade local, dentre eles tem-se o atropelamento de fauna. O presente trabalho tem por objetivo avaliar a efetividade da modelagem espacial na definição de áreas críticas de atropelamento de Cerdocyon thous em todo o Brasil e comparar as variáveis ambientais que condicionam as mortes em diferentes biomas brasileiros. Foram utilizados 3835 dados de ocorrência da espécie, coletados entre os anos de 2000 e 2019. Como a maioria destes registros são provenientes de atropelamento, os modelos de distribuição potencial a serem produzidos apresentam um viés para áreas de ocorrência destes eventos, desta forma adotou-se o nome “Áreas Potenciais de Atropelamento - AREPAs”. As AREPAs foram definidas através de modelos produzidos pelo software Maximun Entropy algorithm (MaxEnt) e se utilizou de variáveis ambientais (n=21) disponíveis em diferentes bases, tais como IBGE, IPEF, INPE e WorldClim. Foram construídos seis modelos de distribuição potencial, um para cada bioma terrestre brasileiro. Os modelos foram validados de três formas: (i) internamente pelo Maxent; (ii) externamente, a partir de um novo conjunto de dados e; (iii) através da análise de Hotspot no software Siriema. As variáveis associadas à probabilidade de atropelamento foram distintas para cada bioma, o que pode ter relação com os hábitos generalistas e oportunistas da espécie. O processo de validação externa, mostrou um resultado satisfatório (taxa de acerto>80%) para todos os modelos, indicando que, estatisticamente, mesmo para os biomas onde foram obtidos valores de AUC mais baixos (Caatinga=0,7005 e Mata Atlântica=0,72), foi feita uma previsão correta das áreas críticas de atropelamento para a espécie. De maneira geral os hotspots se localizaram em áreas de probabilidade intermediária de atropelamento, sugerindo que estas áreas são prioritárias em termos de conservação. Os resultados obtidos, uma vez que se trata de uma espécie altamente generalista, demonstram o potencial do uso do método para definição de áreas críticas de atropelamento, favorecendo a redução de custos para tomada de decisão.