Arreglar não é pedir arrego: uma etnografia de processos de administração institucional de conflitos no âmbito da venda ambulante em Buenos Aires e Rio de Janeiro

A presente tese é constituída de uma etnografia contrastiva dos mercados da venda ambulante em Buenos Aires e Rio de Janeiro. Partindo da observação do comércio realizado nas ruas das duas cidades, e inserindo-se nas vendas ambulantes realizadas nos trens metropolitanos, a abordagem busca entender a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pires, Lenin
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/6264
Acceso en línea:https://app.uff.br/riuff/handle/1/6264
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Comércio ambulante
Descripción
Sumario:A presente tese é constituída de uma etnografia contrastiva dos mercados da venda ambulante em Buenos Aires e Rio de Janeiro. Partindo da observação do comércio realizado nas ruas das duas cidades, e inserindo-se nas vendas ambulantes realizadas nos trens metropolitanos, a abordagem busca entender as diferenças nas formas de organização daquelas atividades, como também nas maneiras como são representados os conflitos subjacentes a tais práticas. Particular atenção é voltada para as instituições formais e informais que estão envolvidas nos processos de administração das disputas inerentes a tais contextos. Dessa maneira, o foco está voltado, em ambas as sociedades, para a intersecção entre venda ambulante e as práticas que buscam controlar a mesma. A tese procura apresentar ainda de que maneira valores sociais mais abrangentes são representados, podendo influenciar, ou não, as dinâmicas dos atores que se envolvem nos cotidianos analisados. Também discorre sobre que recursos, materiais e simbólicos, são comumente empregados para possibilitar a circulação de mercadorias e trajetórias dos atores. Neste movimento, a etnografia busca transcender o espaço das duas cidades, penetrando nos espaços das regiões metropolitanas das quais fazem parte. A análise por contraste tem por recurso comparar duas categorias nativas, adjacentes aos contextos pesquisados: arreglo, em Buenos Aires, e arrego, no Rio de Janeiro.