Environmental, social and governance (ESG) no contexto das empresas brasileiras negociadas na B3: uma abordagem utilizando modelos de fatores

Desde o surgimento dos PRI - Principles for Responsible Investments, em 2006, o mercado de capitais vem adicionando considerações sobre sua relação não só com questões de governança corporativa, mas também sociais e ambientais, como aquecimento global, emissões de carbono, efeito estufa, trabalho in...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pereira, Renato Fernandes
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/65597
Acesso em linha:https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65597
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:ESG
CAPM
Fama e French
Carhart
Análise Preditiva de Retornos
Descrição
Resumo:Desde o surgimento dos PRI - Principles for Responsible Investments, em 2006, o mercado de capitais vem adicionando considerações sobre sua relação não só com questões de governança corporativa, mas também sociais e ambientais, como aquecimento global, emissões de carbono, efeito estufa, trabalho infantil e escravo, pobreza e fome; investidores institucionais notam a relevância de indicadores que destaquem investimentos nessas questões. O objetivo deste estudo é testar, de maneira empírica, modelos de predição de retornos de carteiras no contexto da ESG no mercado acionário brasileiro, apresentar uma análise comparativa dos modelos e sua capacidade preditiva, analisando a magnitude da variação de retornos quando comparado a uma carteira hipotética de mercado, averiguando se a adesão ao ESG promove diferenças significativas em uma carteira. Utilizamos os modelos de fatores CAPM, Fama e French de 3 Fatores e Carhart de 4 Fatores para avaliar a sua significância na explicação dos retornos de ações de empresas brasileiras aderentes à ESG. Como amostra, utilizamos os dados financeiros das empresas que fazem parte do índice ISE-B3 - Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, entre 2015 e 2021, índice criado para apoiar os investidores na tomada de decisão de investimento e induzir as empresas a adotarem melhores práticas de sustentabilidade. Como resultado, todos os modelos apresentaram significância estatística quando utilizados para explicar os retornos de ativos brasileiros para empresas que aderiram ao ESG e encontramos uma superioridade do Modelo CAPM ao Modelo de 4 Fatores de Carhart e deste em relação ao de 3 Fatores de Fama e French.