Distintos em nome e mesmo significado? Tensões e colaborações entre Gregório IX e Frederico II (1227-1241)

A presente tese tem como objetivo principal discutir as posições políticas adotadas pela Igreja em relação ao imperador Frederico II durante o pontificado de Gregório IX. A pesquisa visa compreender como se deram as aproximações e os distanciamentos entre esses personagens. Questiona-se a ideia de u...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Gonçalves, Gustavo da Silva
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/281881
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/281881
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Frederico II, Sacro Imperador Romano-Germânico, 1194 -1250
Gregorio IX, Papa, ca.1170-1241
Igreja : Idade média
Reforma : Idade Média : Europa
State
Frederick II
Gregory IX
Medieval Church
Empire
Papacy
Descripción
Sumario:A presente tese tem como objetivo principal discutir as posições políticas adotadas pela Igreja em relação ao imperador Frederico II durante o pontificado de Gregório IX. A pesquisa visa compreender como se deram as aproximações e os distanciamentos entre esses personagens. Questiona-se a ideia de um poder soberano e absoluto da Igreja, como elaborado por historiadores por meio do conceito de “Reforma Gregoriana”. Exploramos documentos das chancelarias imperial e papal, inquerindo sobre como a norma e o saber jurídico desempenharam papéis de destaque na resolução de conflitos e negociações. Salientamos ainda, as produções literárias do período, destacando-se obras como Cronica, de Salimbene de Adam, Cronica, de Ricardo de San Germano, e Historia Majora, de Matheus de Paris. Defendemos que a aplicação do conceito de soberania, Estado e política antagônica permite ampliar o entendimento sobre o período, marcado por idas e vindas, negociações e lutas armadas. A análise fornece elementos que permitem superar a concepção de uma "monarquia papal", durante o surgimento das monarquias nacionais. Estas últimas, não necessariamente têm sua origem na modernidade, mas possuem raízes profundas na Idade Média.