Lipídios, carboidratos e proteínas de sementes de leguminosas do Cerrado
O cerrado é o segundo maior bioma do país, ocupando em torno de 20 a 25% do território brasileiro, sendo detentor de grande diversidade vegetal. Entretanto, agressões a áreas de cerrado vêm ocorrendo em escala crescente, o que torna urgente estudos detalhados sobre espécies representativas do bioma....
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2008 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-11062008-231448 |
| Online Access: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-11062008-231448/ |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Açúcares Carbohydrates Cerrado Leguminosae Lipídios Lipids Proteínas Proteins |
| Summary: | O cerrado é o segundo maior bioma do país, ocupando em torno de 20 a 25% do território brasileiro, sendo detentor de grande diversidade vegetal. Entretanto, agressões a áreas de cerrado vêm ocorrendo em escala crescente, o que torna urgente estudos detalhados sobre espécies representativas do bioma. O objetivo deste trabalho foi o de analisar o conteúdo de nutrientes orgânicos das sementes de leguminosas, uma das famílias de maior riqueza no cerrado. Foram analisados lipídios, carboidratos e proteínas de oito espécies: Acosmium subelegans, Anadenanthera peregrina var. falcata, Andira laurifolia, Copaifera langsdorfii, Crotalaria flavicoma, Dimorphandra mollis, Hymenaea stigonocarpa e Inga uraguensis. Em geral, as amostras apresentaram baixos teores de lipídios (aproximadamente 5%) e a composição de ácidos graxos mostrou predominância do ácido linoléico na maioria das espécies e também uma tendência a alta proporção de ácidos graxos saturados, principalmente ácido palmítico. A espécie com maior teor foi Acosmium subelegans (13%), que apresentou valor comparável ao de semente de lupino e sua composição de ácidos graxos é similar aos de óleos de girassol, gergelim e milho. As espécies apresentaram teores consideráveis de açúcares solúveis totais (5-10%). Os rendimentos de amido foram baixos (inferior a 1%), com exceção de Inga uraguensis (17,86%) e Andira laurifolia (56,27%). Esta última apresentou valores similares aos de espécies comumente utilizadas na alimentação, como feijões, ervilha e lentilha. Foram obtidos teores de proteínas de 9 a 30% e as espécies com maiores valores foram Crotalaria flavicoma (25%), Acosmium subelegans (28,34%) e Anadenanthera peregrina var. falcata (30,35%). Essas três espécies possuem teores semelhantes e até superiores aos de algumas leguminosas, como feijão comum, lentilha, ervilha e amendoim, embora seja inferior ao da soja. Entretanto, em Leguminosae é freqüente a presença de diversos fatores anti-nutricionais e tóxicos, que devem ser avaliados antes de se sugerir uma potencial utilização das sementes dessas espécies na alimentação humana e de animais. |
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