Transamazônica: integrar para não entregar

Este artigo discute como o governo ditatorial do General Emílio Garrastazu Médici se utilizou de elementos simbólicos como base para a legitimação da grande empreitada da colonização da Amazônia. O objetivo é discutir, a partir dos conceitos de nação, civilização e conquista, como os esforços de ocu...

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Detalhes bibliográficos
Autor: NASCIMENTO, Matilde de Souza
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpa.br:2011/12595
Acesso em linha:http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/12595
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Transamazônica
Integração nacional
Ocupação da Amazônia
Transamazon
National integration
Occupation of the Amazon
Descrição
Resumo:Este artigo discute como o governo ditatorial do General Emílio Garrastazu Médici se utilizou de elementos simbólicos como base para a legitimação da grande empreitada da colonização da Amazônia. O objetivo é discutir, a partir dos conceitos de nação, civilização e conquista, como os esforços de ocupação e de desenvolvimento da região mobilizaram energias materiais e ideacionais para promover a ocupação da Amazônia. Esse processo se deu no âmbito do Programa de Integração Nacional, no qual a construção da rodovia Transamazônica teve grande relevo. Utilizando-se de fontes bibliográficas, documentais e materiais divulgados por alguns veículos da grande imprensa brasileira da época, o artigo mostra a mística da integração nacional elaborada a partir de alguns elementos simbólicos como o Eldorado, o paraíso, o inferno, o deserto verde, o vazio, a solidão. A metodologia utilizada foi análise documental e de discurso. A conclusão do artigo é que o Plano de Integração Nacional não reduziu o problema da seca nos sertões nordestinos, nem concluiu a integração nacional. Esta última permaneceu como propósito, juntamente com os projetos de colonização e as iniciativas de ocupação que ainda persistem.