Cuidado clínico do enfermeiro na minimização da dor sofrida pelo recém-nascido na punção arterial: intervenção com medidas não farmacológicas

<div style=""><span style="font-size: 10pt;">A dor se não tratada pode gerar importantes complicações para o recém-nascido que se encontra internado na unidade neonatal, pois são realizados diversos procedimentos dolorosos. Dentre esses, citam-se as punções artérias q...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Morais, Ana Paula da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual do Ceará
Repositorio:Repositório Institucional da UECE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:uece.br:83349
Acceso en línea:https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83349
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cuidados clínicos em enfermagem e saúde
Glicose
Recém-nascido
Descripción
Sumario:<div style=""><span style="font-size: 10pt;">A dor se não tratada pode gerar importantes complicações para o recém-nascido que se encontra internado na unidade neonatal, pois são realizados diversos procedimentos dolorosos. Dentre esses, citam-se as punções artérias que são realizadas com frequência para o monitoramento de parâmetros bioquímicos e hematológicos. A avaliação e mensuração da dor tem se tornado foco de atenção constante da equipe de enfermagem que presta assistência neonatal. O objetivo foi avaliar se a utilização da contenção facilitada associada com a glicose 25% antes e após a realização da punção arterial minimiza a dor sofrida pelo recém-nascido. Trata-se de ensaio clínico randomizado, com dois braços. Dados coletados em unidades neonatais de hospital de nível terciário, considerada referência para atendimentos de alta complexidade, na cidade de Fortaleza-Ceará, Brasil. Participarão RNPT com idade gestacional &#8804; 37 semanas gestacional e &#8805; 28 semanas de gestação, peso &#8804; 4.000 gramas, separados em grupo controle (GC) e grupo intervenção (GI). Amostra composta por 120 recém-nascidos. Dados coletados de agosto a novembro de 2016 por meio de formulário. O GC recebeu glicose 25% e o GI contenção facilitada e glicose 25%. Para a mensuração da dor foi utilizada a escala NIPS. Projeto aprovado com 1.539.824. O estudo foi registrado na Rede Brasileira de Ensaios Clínicos REBEC com número REQ 4388, com UTN (Universal Trail Number) U1111-1185-3849. Os resultados encontrados mostram um predomínio de recémnascidos do sexo masculino, respectivamente nos grupos, GC: 51,7% e GI: 53,3%. O tipo de parto variou entre os grupos controle e intervenção, ficando o grupo controle com 58,3% parto vaginal e no grupo de intervenção o tipo de parto cesárea com 56,7%. A idade gestacional freqüente foi de 28 a 34 semanas nos grupos, sendo o controle 70% e grupo intervenção 47,7%. A variável peso que mais frequente foi de1500 a 4000 no grupo controle 63,3% e no grupo intervenção 65%. Os recém-nascidos foram avaliados durante os procedimentos dois, quatro, seis, oito e dez minutos depois do procedimento. Antes do procedimento todos os recém-nascidos apresentaram NIPS zero. Durante o procedimento a diferença foi significante com p &lt; 0,001. Após o quarto minuto os recém-nascidos apresentaram a escala NIPS &#8804; 4. A utilização de medidas associadas apresentou um efeito sinérgico positivo que contribuiu para a estabilização do recém-nascido submetido a punção arterial. A chance do GC sentir dor foi 5,5 vezes maior do que o GI. Após o quarto minuto os recém-nascidos apresentam índices da escala de avaliação menor ou igual a 4, sugerindo que a dor sofrida encontram-se minimizada, pois reforça a importância do uso de medidas associadas antes de procedimentos que causem dor. Avaliação dos sinais vitais mostra que 9 ocorreram aumento das freqüências durante o procedimento. Pode ser observado que a presença de alteração nos sinais comportamentais foi mais evidente no grupo que recebeu apenas a glicose 25%. As medidas não farmacológicas foram eficazes para amenizar os efeitos álgicos produzidos pela punção arterial, pois apresentou menor freqüência das alterações nos sinais fisiológicos e comportamentais nos recém-nascidos que receberam a duas intervenções. O estudo da dor nos permitiu concluir que o uso de medidas não farmacológicas associadas, glicose e contenção facilitada para minimizar a dor sofrida pelo recém-nascido na punção arterial mostrou efetividade.&nbsp;</span></div><div style=""><span style="font-size: 10pt;">Palavras-chave: Dor aguda. Recém-Nascido. Enfermagem Neonatal. Contenção Facilitada. Glicose.</span></div>