Votar em Rei dá Abraão : identidade e poder na Baixada Fluminense a partir da Beija-Flor de Nilópolis

A tese discute o exercício do poder político do clã Abraão-Sessim no município de Nilópolis a partir da escola de samba Beija-Flor. Para analisar o fenômeno em questão, recorremos primeiramente a uma análise sobre a configuração socioterritorial na qual o poder do referido grupo familiar se assenta....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Albuquerque, Enderson Alceu Alves
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/13232
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13232
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Power
Identity
Beija-Flor of Nilópolis
Clan Abraão-Sessim
Baixada Fluminense
Poder
Identidade
Beija-Flor de Nilópolis
Clã Abraão-Sessim
CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOGRAFIA FISICA
Descripción
Sumario:A tese discute o exercício do poder político do clã Abraão-Sessim no município de Nilópolis a partir da escola de samba Beija-Flor. Para analisar o fenômeno em questão, recorremos primeiramente a uma análise sobre a configuração socioterritorial na qual o poder do referido grupo familiar se assenta. Para tanto, investigamos o processo de formação ocupacional da Baixada Fluminense, os motivadores da emancipação de Nilópolis e sua atual condição socioeconômica no interior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Tal investigação apontou para o pouco dinamismo econômico do município. Por essa razão, a produção da identidade local não guarda relação com atividades produtivas, mas sim com a instituição cultural de maior relevância do município: a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. A Baixada Fluminense, que até a década de 1970 era associada apenas a elementos negativos como a violência e sua infraestrutura deficitária, com o destaque conquistado pela Beija-Flor no carnaval passou a deter um atributo identitário positivo. Esse elemento cultural foi convertido em ferramenta política em prol do grupo que a gerencia, o clã Abraão-Sessim, o qual passou a agregar uma dimensão simbólica ao seu poderio econômico e coercitivo. Para dar conta do referido objeto analítico, realizamos trabalho de campo composto por entrevistas com moradores e agentes políticos locais; visitas a museus, bibliotecas e espaços mantidos pela instituição carnavalesca; além de pesquisa em periódicos, por meio dos quais foram elaborados gráficos, quadros, tabelas, esquemas e figuras. A partir do exposto, nossas reflexões apontaram que a agremiação carnavalesca presta um serviço político diferencial para a família Abraão-Sessim, pois todas as suas estruturas, materiais e simbólicas, estão exclusivamente ao seu serviço. Esta condição permite a esse agrupamento político-familiar uma ferramenta singular nos pleitos, a qual no limite, juntamente com outros artifícios, concorre para a hegemonia política do clã libanês em Nilópolis.