Diagnóstico da evolução de algumas espécies químicas e matéria orgânica, em perfil sedimentar holocênico no estuário do rio Manguaba, Estado de Alagoas

A área estuarina do rio Manguaba, situada no litoral norte do Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil, é dominada por cultivos de cana-de-açúcar, e apresenta baixos índices de industrialização e densidade demográfica. Ambientes desse tipo oferecem grande diversidade para colonização, refúgio e criadou...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Maria do Rego Barros Fernandes de Lima, Marta
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2007
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/6507
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6507
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Razão C/N
Estuário
Geoquímica
Contaminação antrópica
Matéria orgânica
Descripción
Sumario:A área estuarina do rio Manguaba, situada no litoral norte do Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil, é dominada por cultivos de cana-de-açúcar, e apresenta baixos índices de industrialização e densidade demográfica. Ambientes desse tipo oferecem grande diversidade para colonização, refúgio e criadouro de espécies economicamente importantes, mas vêm sofrendo progressivo assédio antrópico. A evolução geoquímica sub-recente registrada em sedimentos desse estuário foi investigada a partir de perfil de fundo (60cm), por intervalos de 3cm. As amostras foram submetidas a análises químicas (óxidos fundamentais e 40 elementos-traço), determinações CN- H-S em matéria orgânica preservada (MOP), e tratamento estatístico, destacando-se espécies químicas metálicas e suas relações com frações componentes dos sedimentos. As espécies metálicas apresentaram, em geral, concentrações abaixo ou próximas daquelas reportadas na literatura para ambientes considerados não impactados. Entretanto, no sentido da atualidade, foram constatados aumentos progressivos dos seus teores e da fração argilomineral, com quem se correlacionam melhor do que com a MOP. Esse comportamento é marcado por conspícua dicotomia no padrão C/N, individualizando assinaturas geoquímicas dependentes da granulometria sedimentar e de diferenças hidrodinâmicas, em um contexto deposicional essencialmente organo-siliciclástico. Permanece indefinido se essas diferentes assinaturas seriam estratigráficas (regionais), ou apenas condicionadas ao regime sedimentar particular desse estuário. Um monitoramento ambiental deverá considerar a progressão nos teores de Cr-As-Pb, que já alcançam níveis preliminares de advertência segundo controles mais rígidos de qualidade. Apesar disso, o atual status trófico credencia esse estuário como ambiente com baixo nível de contaminação geoquímica, ou padrão para estudos geoquímicos e ecotoxicológicos