O Anticristo de Nietzsche: uma leitura

Um dos últimos trabalhos de Nietzsche, o Anticristo procura entender como a moral cristã, tida pelo próprio Nietzsche como uma moral decadente e negadora da vida em prol de um além, se tornou a moral dominante, influenciando toda a cultura ocidental. Daí a importância de inserir a crítica do Anticri...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cavalcante, José Maurício Maciel
Tipo de recurso: capítulo de libro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2001
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/46946
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/46946
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900. O Anticristo (Filosofia - 1895).
Filosofia moderna
Sistemas filosóficos
Descripción
Sumario:Um dos últimos trabalhos de Nietzsche, o Anticristo procura entender como a moral cristã, tida pelo próprio Nietzsche como uma moral decadente e negadora da vida em prol de um além, se tornou a moral dominante, influenciando toda a cultura ocidental. Daí a importância de inserir a crítica do Anticristo dentro de uma crítica maior da cultura. De forma contundente e ironia voraz, o Anticristo, ao contrário que o próprio título nos deixa transparecer, não objetiva fazer uma crítica direta à Cristo e sim à tradição cristã que se seguiu: pelo contrário, Nietzsche mostra que o próprio evangelho original de Jesus chegou mesmo a ser deturpado pelo instinto sacerdotal que se manifestou na igreja cristã nascente, que, movido pelo ressentimento e necessidade de domínio, constrói novos valores morais e consegue se firmar na cultura como a moral por excelência, um nobre valor. Neste trabalho é feito uma leitura da obra, mostrando como Nietzsche vai construindo sua crítica ao cristianismo numa tentativa de desmistificar e fazer compreender o pensamento de um filósofo para quem esta obra "destina-se a muitíssimos poucos".