Modelos animais para infecção experimental pelo vírus Zika: uma revisão sistemática

Objetivo: Investigar na literatura modelos animais utilizados para pesquisa com o vírus Zika em que haja a possibilidade de quantificação de carga viral e análises histopatológicas. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática redigida de acordo com as diretrizes do método PRISMA (2020). Os autores...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Bandeira, Derick Mendes, Almeida, Ana Luisa Teixeira de, Caldas, Gabriela Cardoso, Vieira, Debora Ferreira Barreto
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/58770
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/58770
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Zika virus
Modelos animais
Revisão sistemática
Animal models
Systematic review
Virus Zika
Modelos animales
Revisión sistemática
Descripción
Sumario:Objetivo: Investigar na literatura modelos animais utilizados para pesquisa com o vírus Zika em que haja a possibilidade de quantificação de carga viral e análises histopatológicas. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática redigida de acordo com as diretrizes do método PRISMA (2020). Os autores realizaram a busca inicial de artigos nas plataformas PubMed, Embase, Google Acadêmico, LILACS e Scielo. Resultados: Foram encontrados inicialmente 735 artigos, dos quais 27 foram incluídos após avaliação pelos critérios de inclusão e exclusão. Camundongos e primatas não-humanos foram as espécies mais utilizadas (88,89% dos estudos). A cepa viral mais frequente foi a PRVABC59 (Porto Rico, 2015) e, em 77,78% dos estudos, o vírus foi inoculado por via subcutânea. Entre os sinais clínicos mais reportados estão a conjuntivite/secreção ocular, paralisia dos membros inferiores, letargia e postura arqueada. As análises histopatológicas foram feitas principalmente em cérebro e presença de infiltrado inflamatório e degeneração celular foram as alterações mais comuns. Considerações finais: Todos os modelos animais analisados apresentaram manifestações clínicas relevantes da infecção pelo vírus Zika. No entanto, a maior parte dos estudos investiga danos cerebrais, não caracterizando os danos histopatológicos em outros órgãos. Além disso, considerando a ampla biodiversidade de espécies, novos modelos animais podem ser investigados.