Adesão pelas cooperativas de crédito do Estado de São Paulo à circular CMN 3.467/2009

Desde sua criação no início do século dezenove que o cooperativismo de crédito vem desempenhando papel fundamental na economia mundial. Apoiado em ações voltadas para uma classe menos favorecida no passado, o cooperativismo sempre empunhou a bandeira da solidariedade e união, algo enraizado de forma...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Krening, Jorge da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)
Repositorio:Repositório Digital do Mackenzie
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.mackenzie.br:10899/26285
Acceso en línea:http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/26285
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:controles internos
estruturas de controles
cooperativas de crédito
internal controls
control structure
credit unions
CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO::CIENCIAS CONTABEIS
Descripción
Sumario:Desde sua criação no início do século dezenove que o cooperativismo de crédito vem desempenhando papel fundamental na economia mundial. Apoiado em ações voltadas para uma classe menos favorecida no passado, o cooperativismo sempre empunhou a bandeira da solidariedade e união, algo enraizado de forma profunda em seus princípios. Durante sua trajetória, houve a necessidade de aprimoramento, amadurecimento e evolução da sua forma de gestão e administração, muito em função do grande crescimento do segmento, que ocorreu principalmente a partir de meados dos anos noventa. Tendo como foco principal a intermediação financeira, as cooperativas de crédito continuam exercendo um papel fundamental para o desenvolvimento sustentável do Brasil, muito em função da sua capacidade de financiar o consumo e a produção. Alguns problemas como a voraz dependência do spread para cobrir custos operacionais, e ainda, fragilidades inerentes, contribuem para que as cooperativas se tornem menos competitivas, comparado as demais instituições. Particularidades envolvendo sua estrutura e culturas acabam por gerar alguns conflitos de interesse, principalmente entre os cooperados (proprietários) e gestores. Para descrever o arcabouço legal que rege as cooperativas de crédito no Brasil no que tange à determinação do modelo de controles internos, recorre-se a Resolução CMN 2.554/98 e Circular CMN 3.467/09. Ambas são tidas como exemplos claros e formais da adoção da estrutura conceitual COSO como framework de controles internos. Ficam evidentes as ações do Banco Central do Brasil em acompanhar as tendências internacionais que envolvem padronização, através das recomendações internacionais, implicando seu cumprimento e observância. Esse estudo objetivou investigar a adoção pelas cooperativas de crédito do estado de São Paulo à Circular CMN 3.467/09. Buscaram-se respostas quanto à indagação: As cooperativas do estado de São Paulo estão observando os aspectos relevantes contidos na Circular CMN 3.467/09? Adotando-se um enfoque quantitativo e qualitativo, foram realizadas entrevistas e coleta de dados por meio de formulário eletrônico via web. De forma qualitativa foram entrevistados agentes e responsáveis pelos controles internos em oito das cento e cinquenta e nove cooperativas de crédito, filiadas a Sicoob Central Cecresp, por serem consideradas de grande porte, por critérios estabelecidos por esta Central. Com base nas análises efetuadas conclui-se que as cooperativas pesquisadas estão adotando os aspectos relevantes e intrínsecos contidos na Circular CMN 3.467/09. Através da análise, quantitativamente, foi possível estabelecer a aderência dos componentes de controle. Finalmente, dos aspectos qualitativos, percebe-se a necessidade de um maior envolvimento da administração, principalmente no quesito cultura de controle e formalização de políticas e procedimentos.