A pergunta sobre os limites do corpo como instauradora da performance : propostas poéticas - e, portanto, pedagógicas - em dança
Esta dissertação faz parte de uma pesquisa poética que abrange produções artísticas em dança. Assim, o corpo contínuo ou algodãozado é apresentado não como um conceito, mas como uma noção que opera construindo obras. Esse termo é uma imagem cunhada no âmbito da produção artística e pedagógica da aut...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/26481 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/26481 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Dança Performance Corpo Arte Pesquisa Dance Body American post-modern dance Judson church Poetics |
| Sumario: | Esta dissertação faz parte de uma pesquisa poética que abrange produções artísticas em dança. Assim, o corpo contínuo ou algodãozado é apresentado não como um conceito, mas como uma noção que opera construindo obras. Esse termo é uma imagem cunhada no âmbito da produção artística e pedagógica da autora, e procura dar conta de um entendimento de um corpo que não se reduz ao biológico, um corpo que, uma vez experimentado, desdobra-se em imagens, conceitos, palavras, sensações, impossibilitando o encontro com uma realidade última ou com um eu. Esse corpo também se desdobra no espaço, ao qual se entrega, do qual depende e com o qual é dinamicamente formado. Nesse campo de um eu problemático, o ponto de vista em primeira pessoa, a via da escuta das sensações, procura ser uma ferramenta de acesso para que se possa perceber os jogos de poder, de definições de realidade e conceitos, reiterados nas ações corporais, entendidas como idênticas a conceitos e imagens. Como essa experiência não encontra um ponto de fundação, passa a ser entendida como detonadora de um processo de criação permanente, confundindo arte e vida e solicitando ao fazer artístico a responsabilidade por explicitar as convenções que o legitimam, bem como pela proposição de outros modos de fazer. Daí a necessidade de compreender um processo artístico à luz das tradições que informam seus modos de fazer, ou, dito de outra maneira, que lhe subjetivam. No caso desta pesquisa, esta tradição abrange o legado de John Cage e Merce Cunningham, e, mais especificamente, da geração da Judson Church, ou da chamada dança pós-moderna norte-americana dos anos 1960 e 1970, especialmente no que se refere ao uso de técnicas de educação somática proposto como procedimento artístico por esses últimos. As produções artísticas aqui enfocadas – a série Caixas, os desdobramentos do espetáculo Instruções para abrir o corpo em caso de emergência e os procedimentos de falar-fazer – são produzidas por esse entendimento. Ao longo dos anos da pesquisa, o fazer das mesmas foi demandando a complexificação do entendimento do corpo algodãozado, desembocando na própria abordagem da escrita aqui presente como um de seus desdobramentos poéticos. |
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