O Crepúsculo de Oscar Wilde: escrita de si e estética da existência em De Profundis (1897)

O objeto de análise deste estudo é a relação entre arte e vida no pensamento do escritor irlandês Oscar Wilde (1854–1900). A principal fonte que mobilizamos é a epístola autobiográfica De Profundis, redigida por Wilde no cárcere de Reading, em 1897, após o dramaturgo ser condenado a dois anos de pri...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Resende, Yuri Barbosa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13588
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13588
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Oscar Wilde
De Profundis
Esteticismo
Era Vitoriana
Literatura Inglesa
Aestheticism
Victorian Era
English literature
História
Descripción
Sumario:O objeto de análise deste estudo é a relação entre arte e vida no pensamento do escritor irlandês Oscar Wilde (1854–1900). A principal fonte que mobilizamos é a epístola autobiográfica De Profundis, redigida por Wilde no cárcere de Reading, em 1897, após o dramaturgo ser condenado a dois anos de prisão com trabalhos forçados por “flagrante indecência”. Além desta missiva, também estudamos outros escritos de Wilde, como os ensaios “A decadência da mentira”, “O crítico como artista” e “A alma do homem sob o socialismo”, os quais dialogam diretamente com nossa fonte principal. Em linhas gerais, argumentamos a favor da hipótese de que, analisada a partir das noções de escrita de si e estética da existência, De Profundis constitui não apenas uma continuidade da defesa dos principais ideais do esteticismo por parte de Wilde, mas também uma tentativa do escritor de legar uma imagem coerente de si à posteridade. Além disso, o artista irlandês, em virtude da experiência vivida no cárcere e da humilhação pública sofrida, assimila o sofrimento e a tristeza ao seu pensamento estético, aprofundando sua proposta de uma elaboração ética crítica, intermediada pela fruição artística e com potencial de resistência à normatividade, a qual ele chama de “individualismo”.