Ecossocialismo, romantismo e (auto)crítica da modernidade em Michael Löwy
Partindo da concreticidade da crise ecológica e das transformações contemporâneas no âmbito dos processos de acumulação capitalista, o objetivo geral deste artigo é versar algumas notas preliminares a propósito da perspectiva teórica e política do assim chamado ecossocialismo, tal qual formulado em...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Plural (São Paulo. Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/75228 |
| Acceso en línea: | https://www.revistas.usp.br/plural/article/view/75228 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Michael Löwy ecossocialismo romantismo marxismo modernidade. |
| Sumario: | Partindo da concreticidade da crise ecológica e das transformações contemporâneas no âmbito dos processos de acumulação capitalista, o objetivo geral deste artigo é versar algumas notas preliminares a propósito da perspectiva teórica e política do assim chamado ecossocialismo, tal qual formulado em Michael Löwy. “Corrente de pensamento e de ação” cuja resposta à crise ecológica, a um só tempo romântica e socialista, constitui igualmente uma crítica às potencialidades destrutivas contidas no interior do paradigma societário e produtivo da modernidade. Neste trajeto, busca -se uma aproximação à apropriação löwiniana da obra de Walter Benjamin, especialmente de sua crítica do “progresso” moderno e das ideologias apologetas da “modernização”. Almeja -se assim antever a forma através da qual Michael Löwy e os ecossocialistas respondem às profundas transformações da (pós) modernidade capitalista contemporânea, com ênfase particular sobre um argumento central projetado na obra do intelectual franco -brasileiro, qual seja: a defesa da necessidade de que o marxismo radicalize “sua crítica da modernidade, do paradigma da civilização ocidental, industrial, moderna, burguesa” (LÖWY, 2000c, p.242), argumento que o levaria, já em meados da década de 1980, a valorizar as potencialidades revolucionárias subjacentes a crítica romântica da modernidade. Por fim, indaga -se sobre a projeção ecossocialista da necessidade de superação revolucionária do paradigma civilizatório propalado pelo capitalismo moderno |
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