Estudo da presença de doenças de boca na clínica de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da UFRJ: concordância entre diagnóstico clínico e microscópico

O objetivo do estudo foi avaliar a concordância entre os diagnósticos clínicos e histopatológicos das lesões do complexo maxilo-facial, no período compreendido entre 1986 a 2016, realizadas no serviço de Estomatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Foram analisado...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cardoso, Rafael Luís Ferreira Netto
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19052023-142114
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-19052023-142114/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Biópsia.
Biopsy
Clinical diagnosis
Diagnóstico clínico
Estomatologia
Histopathology
Histopatologia
Oral pathology
Patologia bucal
Stomatology
Descrição
Resumo:O objetivo do estudo foi avaliar a concordância entre os diagnósticos clínicos e histopatológicos das lesões do complexo maxilo-facial, no período compreendido entre 1986 a 2016, realizadas no serviço de Estomatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Foram analisados 15.047 prontuários, dentre os quais, 4.304 pacientes atendiam aos critérios de inclusão no trabalho. Foram avaliados os critérios relativos à queixa principal, hipótese diagnóstica, diagnóstico final clínico e histopatológico, tendo sido realizados 4.091 biópsias. Os dados foram submetidos a análise estatística através programa SigmaPlot 12.0 (Systat Software Inc.), através do teste Qui Quadrado com um intervalo de confiança de 95%, nível de significância de 5% (p<0,05), e submetidos à técnica de estatística descritiva. A concordância entre os diagnósticos clínico e histopatológico foi de 90,37%. Dentre os 10 grupos considerados no estudo, o que apresentou maior nível de concordância entre os diagnósticos foi o das lesões proliferativas não neoplásicas (34,32%), sendo a hiperplasia fibrosa inflamatória a afecção de maior predominância (70,08%). Quando realizado o comparativo entre os gêneros, houve a prevalência do feminino (60,86%) em relação ao masculino (39,14%). Desta forma, observou-se alta correlação entre o diagnóstico clínico e histopatológico. Entretanto, apesar do alto índice de acerto, continua sendo necessário a execução de ambos os tipos de diagnósticos e a realização de mais estudos sobre a relação entre estes, principalmente nos casos com fatores de risco associados.