Carcinoma mamário em cadelas: achados clínicos, laboratoriais e metastáticos.

Muitos tumores em cães, incluindo tumores mamários, podem causar alterações que podem levar a alterações sistêmicas, podendo está relacionadas as altas taxas de mortalidade. As síndromes paraneoplásicas são classificadas de acordo com os sistemas envolvidos, por exemplo. sistemas hematológico, cutân...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: DANTAS NETO, Agrício Moreira.
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/25570
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25570
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mastologia Veterinária
Carcinoma mamário - cadelas
Glândula mamária - cadelas
Síndromes paraneoplásicas
Carcinoma adenoescamoso
Oncologia Veterinária
Câncer mamário - cadelas
Cadelas - carcinoma mamário
Tumores mamários
Veterinary Mastology
Mammary Carcinoma - bitches
Mammary gland - bitches
Paraneoplastic syndromes
Adenosquamous carcinoma
Veterinary Oncology
Breast cancer - bitches
Bitches - mammary carcinoma
Breast tumors
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:Muitos tumores em cães, incluindo tumores mamários, podem causar alterações que podem levar a alterações sistêmicas, podendo está relacionadas as altas taxas de mortalidade. As síndromes paraneoplásicas são classificadas de acordo com os sistemas envolvidos, por exemplo. sistemas hematológico, cutâneo, sistema nervoso central, intestino, músculo, ossos e sistemas endócrinos. O objetivo deste estudo foi descrever as principais alterações hematológicas e bioquímicas em cadelas com tumores mamários. Análises hematológicas e bioquímicas foram realizadas em 24 cães com diagnóstico de carcinoma mamário, antes e após a cirurgia. As principais alterações observadas foram anemia, trombocitopenia, hiperproteinemia, hipoalbuminemia, hiperalbuminemia, baixo nível de uréia e creatinina e elevada fosfatase alcalina. Concluindo, cadelas com tumores mamários freqüentemente apresentaram alterações hematológicas e bioquímicas, afetando principalmente parâmetros indicativos de patologia hepática e renal. O carcinoma mamário adenoescamoso é considerado um tumor raro e pode ser classificado como uma variante de neoplasia mamária metaplásica. Dentre os diagnósticos diferenciais do carcinoma adenoescamoso deve incluir tumores metastáticos e tumores com extensão secundária na pele. Esse padrão invasivo pode ser explicado pela existência do componente escamoso do tumor, que quando presente em outras localizações anatômicas é localmente invasivo. O presente resumo objetivou descrever o quadro clínico, os achados histopatológicos e o tempo de sobrevida desta apresentação atípica de carcinoma em uma cadela da raça Poodle, 11 anos, 4 kg, castrada. A paciente submetida a mastectomia total devido a presença de nódulos nas mamas abdominais caudais e inguinais, direita e esquerda, sugestivos de carcinoma pelo exame citológico. Decorridos 13 meses, paciente retornou com aumento de volume, rigidez e claudicação no membro pélvico esquerdo, com evolução de seis meses. Ao exame clínico, o aumento de volume localizava-se uniforme em toda a região proximal do membro pélvico esquerdo e apresentava consistência firme. Após a realização do estadiamento o animal foi submetido a amputação do membro acometido. Na análise histopatológica, a neoplasia foi classificada como carcinoma mamário adenoescamoso, grau II. Foi realizado painel imuno-histoquímico, que confirmou o diagnóstico. Portanto, mesmo não sendo comum, as metástases ósseas de tumores mamários, como o carcinoma adenoescamoso, podem ser inseridas como diagnósticos diferenciais dentro das neoplasias que atingem estruturas ósseas e que esse tipo de apresentação é agressiva e apresenta grande potencial metastático.