A gramática da língua falada e a formação do professor de língua portuguesa.
É inegável que o estruturalismo linguístico imprimiu à escrita uma supremacia em relação à fala, mesmo sendo ambas modalidades da mesma língua. Todo o ensino de língua portuguesa nas escolas de 1o e 2o graus tem evidentemente sido o legitimador dessa supremacia, principalmente quando acredita e tent...
| Autor: | |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 1998 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/44541 |
| Acesso em linha: | https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/44541 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Literatura. Linguística Educação. Linguística aplicada Língua falada e língua escrita - relação Professores de língua portuguesa Gramática e língua falada Formação de professores - língua portuguesa Professor pesquisador - formação Applied Linguistics Spoken and Written Language - Relationship Portuguese Language Teachers Grammar and Spoken Language Teacher Training - Portuguese Language Teacher Researcher - Training |
| Resumo: | É inegável que o estruturalismo linguístico imprimiu à escrita uma supremacia em relação à fala, mesmo sendo ambas modalidades da mesma língua. Todo o ensino de língua portuguesa nas escolas de 1o e 2o graus tem evidentemente sido o legitimador dessa supremacia, principalmente quando acredita e tenta fazer crer que o aprendizado da oralidade é resultado do aprendizado da escrita culta padrão. Como objeto de estudo, tendo em vista tal aprendizado, a escola elegeu (e ainda mantém) a Gramática Normativa, a qual, pelas razões já bastante discutidas pelas literatura especializada, não é mecanismo suficiente para o aprendizado, nem mesmo, da língua escrita padrão. Sabe-se, por outro lado, que cabe a qualquer falante dominar sua língua materna nas suas várias formas de manifestação. Para cumprir determinados contratos e obrigações sócio-interacionais, o falante deve saber usar eficazmente uma das formas ou modelos de fala ou de escrita, que atenda ao objetivo que queira cumprir, fazendo-se respeitar como cidadão e sujeito de seu discurso. Desse modo, é tarefa da escola de 1º e 2º graus propiciar ao aluno o conhecimento, em termos de descrição e de produção, das diversas possibilidades de por meio da língua o sujeito falante-escritor manifestar-se. Está, então, o professor de língua portuguesa preparado para essa tarefa? Ou melhor, está o curso de Licenciatura em Letras preparando um professor com tal competência? Certamente não há condições, dentro dos limites do presente trabalho, de se apresentarem respostas para essas perguntas. No entanto, pode-se levantar algumas questões relativas à necessidade de estudo da oralidade pelo profissional de Letras. Na tentativa de conduzir a discussão aqui proposta, este trabalho propõe que se considerem três questões: (1) a formação do professor-pesquisador; (2) a presença da Gramática do Português falado na sala de aula de graduação; (3) o estudo da relação língua falada/língua escrita pelo graduando de Letras. |
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