A Experiência Originária como noção epistemológica para a autodeterminação africana: uma análise pós-colonial a partir de Achille Mbembe

Após os dois maiores eventos de subjugação e exploração operada pelo ocidente, a África passou a ser notabilizado, por um lado, como sociedades sem histórias, e, por outro lado, mitos e preconceitos de toda espécie encobriram e fixaram a sua real história, de modo que, as identidades dos seus povos,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: André, Gil Nsilu Estefani [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/70381
Acceso en línea:https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/70381
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:África
Experiência Originária
Pós-colonial
Autodeterminação
Noção
Achille Mbembe
Descripción
Sumario:Após os dois maiores eventos de subjugação e exploração operada pelo ocidente, a África passou a ser notabilizado, por um lado, como sociedades sem histórias, e, por outro lado, mitos e preconceitos de toda espécie encobriram e fixaram a sua real história, de modo que, as identidades dos seus povos, hoje, se tornaram um dilema, dada a complexidade de diversos processos políticos e teórico que os atravessaram ao longo dos séculos. Por conseguinte, a presente pesquisa consiste num trabalho crítico analítico e histórico conceitual da reinscrição e da autodeterminação dos signos africanos, bem como a construção das suas identidades diante da atual condição – a grande noite – na era que se encontram: pós-colonial. Para tanto, tendo a dupla razão negra – o discurso europeu sobre o negro e a expressão do próprio negro africano tanto como crítica ao Ocidente quanto a sua própria autoinscrição –, analisaremos epistemologicamente, a partir das obras e pensamentos de Achille Mbembe, o emergir e a reformulação bifurcada de uma nova interioridade que define e redifine a autodeterminação africana na contemporaneidade, o que chamaremos de Experiência Originária.