Concepções de extensão na comunidade Universitária da UFLA

Com o presente estudo objetivou-se identificar e analisar, junto a Universidade Federal de Lavras - UFLA, o conceito e os principais fatores que dificultam ou impedem a execução de atividades de extensão universitária naquela instituição, onde se realizou um estudo de caso. Baseado na revisão de lit...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Zouein, Georges Francisco Villela
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2001
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/10307
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/10307
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Administração
Extensão universitária
University extension
Universidades e faculdades
Universities and colleges
Ensino superior
Higher education
Descripción
Sumario:Com o presente estudo objetivou-se identificar e analisar, junto a Universidade Federal de Lavras - UFLA, o conceito e os principais fatores que dificultam ou impedem a execução de atividades de extensão universitária naquela instituição, onde se realizou um estudo de caso. Baseado na revisão de literatura foram criadas três tipos de categorias de análise para as atividades de extensão: Concepções - com a qual objetivou-se analisar o conceito que a comunidade acadêmica tem da extensão; Fatores - objetivando-se levantar os fatores que a comunidade aponta como impeditivos da atividade; e, Características - as quais poderiam agravar ou atenuar a influência dos Fatores. A metodologia utilizada se baseou na coleta de dados quantitativos, mediante um survey contendo uma escala de discordância/concordância, que seriam analisados não apenas de uma forma descritiva, mas também, interpretados do ponto de vista dos quatro estratos presentes na comunidade (Professores, Funcionários, Graduandos e Pós-graduandos). Pelos resultados, utilizando-se do método do somatório Likert na análise das categorias, infere-se que há um consenso teórico sobre as concepções da atividade, exceto para a concepção denominada "Financeira" (categoria que entende a extensão como uma oportunidade para arrecadação de verbas), que se mostrou a mais polêmica entre a comunidade. Sobre os Fatores e Características não houve consenso entre os respondentes, indicando que, embora o discurso teórico sobre a extensão seja assimilado pela maioria, a comunidade tem opiniões muito variadas, às vezes controversas, sobre os problemas que dificultam ou impedem a atividade. Com base nas respostas a comunidade foi dividida em quatro grupos de opinião denominados: Idealistas (25,4%) - que defendem a extensão como uma das três funções principais da universidade, sem objetivos financeiros, e, executada de uma forma dialógica (aDialogicidade é uma importante categoria levantada por Freire (1980) sobre a presença de comunicação, diálogo, troca de saberes, entre os envolvidos numa ação de extensão). Os membros deste grupo têm uma postura de comprometimento e respeito social aliado à defesa de uma universidade pública e gratuita; Defensores-Financistas (28,4%) - também valorizam a extensão como uma das funções básicas da universidade, porém, não vêem problemas na arrecadação financeira através da atividade, estando divididos em relação à questão da Dialogicidade; Não-Defensores (18,0%) aparentemente se dividem em dois subgrupos: um de menor escolaridade, não soube responder a maioria das questões, portanto, não estão muito inteirados do assunto; o outro não valoriza a extensão, a entende menos importante que ensino e pesquisa, provavelmente nunca discutiu a questão da Dialogicidade, e não vêem problemas na arrecadação financeira; e Indecisos (22,4%) - que responderam a maior parte das questões de forma contraditória ou com tendências centrais nas escalas. Os componentes desse grupo estão confusos, não sabem, ou realmente estão indecisos em relação à importância da atividade, à forma que deve ser executada, ou aos objetivos financeiros. Por fim, pode-se também afirmar que: aextensão não tem, na UFLA, amesma importância que as atividades de ensino e pesquisa; os membros da comunidade, em geral, pouco se envolvem com a atividade (mais de 78% nunca praticou); conhecem e valorizam a extensão mais através do discurso, o qual também reproduzem, porém, na prática, apresentam posturas nem sempre coerentes com o que é afirmado, ou defendido; e, a Dialogicidade mostrou ser pouco conhecida e/ou levada em conta pela comunidade acadêmica em suas concepções e práticas da atividade.