Letras de fogo, barreiras de lenha: a produção intelectual negra paulista em movimento (1915-1931)

A presente pesquisa tem como objetivo estudar a produção de intelectuais negros em São Paulo, entre os anos de 1915 e 1931. Para tanto, utilizamos o conjunto de jornais paulistas feitos por negros e voltados para suas questões, que se convencionou chamar de Imprensa Negra. Estes periódicos foram o p...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Reis, Ruan Levy Andrade
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11012018-190000
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11012018-190000/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Black intellectuals
Black literature
Black movement
Black press
Imprensa negra
Intelectuais negros
Literatura negra
Movimento negro
Pós-abolição
Post-abolition
Descripción
Sumario:A presente pesquisa tem como objetivo estudar a produção de intelectuais negros em São Paulo, entre os anos de 1915 e 1931. Para tanto, utilizamos o conjunto de jornais paulistas feitos por negros e voltados para suas questões, que se convencionou chamar de Imprensa Negra. Estes periódicos foram o principal meio de divulgação de ideias e articulação política do movimento negro do período, num processo de mobilização que culminou com a fundação da Frente Negra Brasileira em 1931, maior entidade brasileira de base racial do século XX até a fundação do Movimento Negro Unificado, em 1978. A partir dos textos produzidos pelos articulistas dos 15 jornais estudados, percebemos como havia a proposta de um \"integracionismo alternativo\", através de ideias como \"educação\", \"união\" e pertença a \"nacionalidade brasileira\" sempre pautadas pela valorização da \"raça negra\", como estratégia para combater o racismo. Entre editoriais e artigos que versavam sobre as condições do negro, temos uma série de textos literários publicados nestes periódicos. Entre eles, analisamos o romance A Boa Severina, de José de Nazareth, e dezenas de poemas de mais de 15 autores, homens e mulheres. Tanto a literatura quanto os artigos nos permitem perceber que, apesar das divergências internas, o discurso articulado nos jornais compunha uma base comum de pensamento e organização coletiva, voltada para a militância antirracista da época.