Ler os relatos de Alda Merini em tempos de isolamento

Neste período de isolamento social que estamos vivendo em razão da pandemia global de CoVid-19, nos vemos numa situação de confronto: com os espaços que habitamos e aqueles que deixamos de frequentar, com nós mesmos, com o outro. Isto é, com aquilo que é interno, mas também com as relações com o for...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Literatura Italiana Traduzida, Ghisi, Agnes
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Repositorio:Repositório Institucional da UFSC
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufsc.br:123456789/213290
Acceso en línea:https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/213290
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:alda merini
novecento italiano
poesia italiana
isolamento
Descripción
Sumario:Neste período de isolamento social que estamos vivendo em razão da pandemia global de CoVid-19, nos vemos numa situação de confronto: com os espaços que habitamos e aqueles que deixamos de frequentar, com nós mesmos, com o outro. Isto é, com aquilo que é interno, mas também com as relações com o fora. Ler Alda Merini (1931-2009), poeta italiana que marca toda uma geração, nesse cenário pode nos aproximar da experiência de solidão e deslocamento que a poeta relata em seus versos e em sua prosa. Talvez essa afirmação soe um tanto exagerada, visto que o evento crucial da vida de Merini foi a experiência-limite do internamento manicomial, que durou cerca de vinte anos, entre idas e vindas; enquanto nós temos experienciado o confinamento e suas consequências imediatas há alguns meses. Mas a aproximação a essa leitura pode se dar como um modo para refletirmos sobre algumas questões que podem ou não ter surgido com mais intensidade nesse período que, pelo menos para algumas pessoas, pode ter servido como propulsão para se olhar, se enxergar, enfim, repensar a vida que levamos, ou levávamos, com questionamentos como: Quem sou eu? Quem és tu? O que há entre nós, ao nosso redor? O que isso nos diz? Que relato podemos fazer disso, para quem e por quê?