Acidente vascular cerebral isquêmico em adultos jovens
O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) em jovens não é freqüente e, por esta razão, representa um desafio diagnóstico. O objetivo deste estudo é descrever a freqüência dos fatores de risco e as doenças classicamente relacionadas à doença cerebrovascular em uma população de pacientes com idade...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2003 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/28244 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/28244 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Acidente vascular cerebral Isquemia encefálica Fatores de risco |
| Sumario: | O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) em jovens não é freqüente e, por esta razão, representa um desafio diagnóstico. O objetivo deste estudo é descrever a freqüência dos fatores de risco e as doenças classicamente relacionadas à doença cerebrovascular em uma população de pacientes com idade entre 15 e 45 anos. Foram revisados os protocolos de 130 pacientes com o diagnóstico de AVCI, admitidos em três hospitais de nível terciário da cidade de Recife, durante o período de junho de 1992 a dezembro de 2002. Dos 130 pacientes, 68 eram mulheres (52,3%). Quando distribuídos entre grupos de idade, 16,9% (n=22) pertenciam ao grupo 1 (15-29 anos) e 83,1% (n=108) ao grupo 2 (30- 45 anos). Não ocorreu diferença significativa de distribuição entre os gêneros (p=0,159) e a proporção de pacientes foi significantemente maior na faixa etária de 30 a 45 anos em relação à de 15 a 29 anos (p<0,001). Todos os pacientes tiveram o diagnóstico de AVCI confirmado pela tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética cerebral. Foram também, submetidos a avaliações neurológica, cardiológica e laboratorial. As frequências dos fatores de risco, associados entre si ou não ao AVCI, foram: hipertensão arterial (55,4%), tabagismo (49,2%), hipercolesterolemia (28,5%) e diabetes mellitus (7,7%). As freqüências das possíveis doenças relacionadas com o AVCI foram: aterotrombóticas (30,0%), cardíacas (23,8%), auto-imunes (8,5%), hematológicas (3,1%) e outras condições menos comuns (8,5%). Prolapso de valva mitral, uso de contraceptivo oral e migrânea foram consideradas condições possivelmente associadas ao infarto cerebral, na ausência de outros fatores de risco e de outras doenças associadas ao AVCI. Causas indeterminadas corresponderam a 26,1% dos casos. Pacientes jovens e adultos jovens com AVCI necessitam de uma investigação extensa e minuciosa, que deve incluir estudos hematológicos, cardiológicos e arteriográficos. Usando estes critérios de avaliação um maior número de doenças relacionadas com o AVCI pode ser diagnosticado. Destaca-se como principal fator de risco a hipertensão arterial sistêmica e a doença aterotrombótica como principal condição associada ao AVCI. |
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