Entre boemia, imprensa e militânica revolucionária : a trajetória de Rubens Manoel Lemos (1956 - 1973)

Esse trabalho tem por objetivo investigar a trajetória de Rubens Manoel Lemos, entre os anos de 1940 e 1972. As balizas temporais compreendem o nascimento do personagem, a sua formação escolar, o ingresso na profissão de jornalista e na militância política, a sua vida na clandestinidade e, por fim,...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Guerra, Cecil Vinicius Olivar Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/259010
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/259010
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Jornalismo
Ditadura militar
Militância política
Rubens Manoel Lemos
Revolutionary militancy
Journalism
Descripción
Sumario:Esse trabalho tem por objetivo investigar a trajetória de Rubens Manoel Lemos, entre os anos de 1940 e 1972. As balizas temporais compreendem o nascimento do personagem, a sua formação escolar, o ingresso na profissão de jornalista e na militância política, a sua vida na clandestinidade e, por fim, sua experiência no exílio chileno. Até sua morte, em 1999, Rubens se manteve ativo politicamente e profissionalmente. Durante os anos 1980, por exemplo, ele participou da organização do Partido dos Trabalhadores, chegando a ser o primeiro candidato do partido a governador, nas eleições de 1982. Buscou-se compreender, especificamente, como esse personagem se constituiu como militante revolucionário e jornalista durante as ditaduras militares do Cone Sul. Do ponto de vista teórico, reflexões sobre as relações entre indivíduo e sociedade (ELIAS, 1994), biografia histórica (LORIGA, 1998; LEVI, 2006) e memória (POLLAK, 1989) foram fundamentais. No que se refere à metodologia, mobilizou-se principalmente os aportes da História Oral (PORTELI, 1997) e da micro-história italiana (GINZBURG, 1989; GINZBURG; PONI, 1989). O escopo documental do estudo é constituído principalmente por jornais, entrevistas e textos autobiográficos, documentos do aparato repressivo e documentos pessoais do biografado. O trabalho aponta para três conclusões principais: 1) a formação religiosa e escolar usufruída por Rubens possibilitou a ele desenvolver habilidades de leitura e escrita, as quais foram fundamentais para a sua constituição como jornalista e militante político; 2) o campo de possibilidades a partir do qual Rubens Lemos ingressou na atividade jornalística contribuiu decisivamente para a sua participação em movimentos políticos durante a Quarta República; 3) as relações do personagem com o protestantismo, com a boemia e a sua conturbada vida familiar impactam até os dias atuais as memórias produzidas sobre ele.