A reprodução de Bourdieu e Passeron muda a visão do mundo educacional
Passado meio século, A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino, de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron, publicada na França em 1970 e no Brasil em 1975, continua sendo uma referência incontornável à pesquisa em sociologia da educação em razão das questões que discute e...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Educação e Pesquisa |
| Idioma: | inglés portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/200267 |
| Acesso em linha: | https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/200267 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | A reprodução Bourdieu e Passeron Violência simbólica Pesquisa em educação Reproduction Bourdieu and Passeron Symbolic violence Research in education |
| Resumo: | Passado meio século, A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino, de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron, publicada na França em 1970 e no Brasil em 1975, continua sendo uma referência incontornável à pesquisa em sociologia da educação em razão das questões que discute e das categorias teórico-metodológicas que mobiliza para a reflexão crítica das políticas educacionais. Produzida num outro momento histórico e num outro contexto político e educacional, esta obra tem se constituído em referência fundamental aos estudos sobre os sistemas de ensino, ao pôr em xeque a promessa de democratização da educação e a meritocracia escolar. Situar o lugar que a obra ocupa no movimento de circulação de ideias educacionais, notadamente a que ocorre entre a França e o Brasil, é o objetivo deste artigo. Parte-se do pressuposto que as concepções de dominação e reprodução dão sustentação à obra. Assim, para compreender essa complexa e polêmica teoria, que renovou o modus operandi sociológico, faz-se necessário estabelecer uma relação estreita entre as duas concepções, seja em relação à eleição das lentes interpretativas, seja no que concerne à mobilização dos recursos metodológicos e das fontes empíricas. À luz dessa perspectiva, serão apreciadas algumas dimensões que levam a considerá-la como uma obra clássica. Num primeiro momento, serão apresentadas as reflexões gerais da obra; em seguida, serão destacados os indicadores políticos e educacionais que marcaram sua concepção e introdução no Brasil; e, por fim, serão discutidos os aspectos de sua recepção em terras brasileiras, com ênfase para sua contribuição à pesquisa educacional. |
|---|