Constituintes corporais comestíveis e não comestíveis de catetos (Tayassu tajacu, Linnaeus, 1758) criados em cativeiros no Semiárido Nordestino: efeitos da idade e sexo.

O cateto, Tayassu tajacu, é uma das espécies silvestres mais consumidas no Brasil. Estudos sobre esta espécie animal vem sendo desenvolvidos com perspectivas para contribuir com a cadeia de produção de alimentos. Esta proposta teve como objetivo avaliar, em função do sexo e idade de abate, as caract...

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Detalles Bibliográficos
Autor: FIGUEIREDO , Salomão Cambuí de.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/25509
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25509
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Catetos criados em cativeiro
Tayassu tajacu, Linnaeus
Caititu
Porco do mato
Animais selvagens - cateto
Rendimento de carcaça - cateto
Captive bred collared peccaries
Wild pig
Wild animals - collared peccary
Carcass yield - collared
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:O cateto, Tayassu tajacu, é uma das espécies silvestres mais consumidas no Brasil. Estudos sobre esta espécie animal vem sendo desenvolvidos com perspectivas para contribuir com a cadeia de produção de alimentos. Esta proposta teve como objetivo avaliar, em função do sexo e idade de abate, as características quantitativas e qualitativas da carcaça e da carne de catetos criados em cativeiro no semiárido nordestino. O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Medicina Veterinária – UFCG em parceria com o Centro de Multiplicação de Animais Silvestres – UFERSA, autorizados pelo órgão de proteção ao meio ambiente e fauna – SISBIO. Foram utilizados 12 catetos, sendo seis machos e seis fêmeas, dos quais metade composto por animais jovens (de dez meses abaixo) e a outra metade de animais adultos (acima de dez meses de idade). Para obtenção e avaliação da carcaça os animais foram submetidos a restrição de alimentos, pesados e abatidos. A alimentação dos animais consistiu de ração comercial para suíno contendo 18,0% de proteína bruta, 3.300 kcal/kg de energia digestível, com acesso contínuo a água. Considerando não ser espécie melhorada zootecnicamente, os catetos apresentaram excelentes rendimentos de carcaça (74,44%) e, por conseguinte, elevada capacidade para a produção de carne. Idade e sexo, não apresentaram interferência neste rendimento (P>0,05). A pele dos catetos deu origem a um couro singular, apresentando qualificação tipo “A” nos testes, sendo este o não constituinte da carcaça mais valorado nesta espécie. Independente do sexo ou idade, os catetos demonstraram elevada área de olho de lombo (cerca de 24,39cm2), superior às médias relatadas em outras espécies nesta faixa de peso. O pH final mostrou-se mais elevedo nos adultos, com média de 5,73, considerada uma faixa típica para a carne de suínos. Os catetos apresentaram relevante desenvolvimento muscular nos cortes de maior interesse comercial, sendo que a perna apresentou rendimento de 25,76%. Semelhantemente, foi identificada expressiva musculosidade no corte pescoço (68,70%), tendo as fêmeas apresentado maior desenvolvimento (P<0,05). Por fim, os testes de cisalhamento demonstraram substancial maciez da carne desta espécie, apresentando valores sensivelmente baixos ao corte (máximo de 2,50 kg de força).