A psicanálise diante dos assassinos em série organizados

A presente tese visa a fazer um estudo dos assassinos em série organizados a partir da psicanálise. A psicanálise é trazida tanto no tocante a um diagnóstico estrutural que aponta para a estrutura clínica psicose, quanto como ruptura do pensamento criminológico. Para isto, é feito um percurso que tr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Freire, Dercirier Gonçalves
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/18512
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18512
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Tueurs en série
Criminologie
Psychanalyse
Psychose
Assassinos em série
Psicanálise
Criminologia
Psicose
CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL::PROCESSOS GRUPAIS E DE COMUNICACAO
Descripción
Sumario:A presente tese visa a fazer um estudo dos assassinos em série organizados a partir da psicanálise. A psicanálise é trazida tanto no tocante a um diagnóstico estrutural que aponta para a estrutura clínica psicose, quanto como ruptura do pensamento criminológico. Para isto, é feito um percurso que traz desde a criação do conceito de assassinos em série, a diferença entre os organizados e desorganizados, conceitos como assinatura e modus operandi, até os caminhos encontrados pelo sujeito diante dos impasses de sua posição particular na linguagem. A criminologia, o direito, os diagnósticos psiquiátricos e psicológicos também são abordados nesse percurso. Henri-Désire Landru, que será enfocado como um caso paradigmático da tese, construiu os caminhos do empuxo-à-escrita, da criação, do delírio e da passagem ao ato. Henri-Désire Landru foi um assassino em série organizado francês da década de 1920 que matou dez mulheres e as queimou no forno, transformando-as em cinzas. Landru foi legalmente morto na guilhotina, colocando em cena que não é proibido matar.