Metalo-beta-lactamases
Nos últimos anos tem sido observada maior incidência de bacilos Gram-negativos resistentes a cefalosporinas de espectro ampliado no ambiente hospitalar, ocasionando, assim, maior uso de betalactâmicos mais potentes, como os carbapenens. A utilização de carbapenens exerce maior pressão seletiva sobre...
| Authors: | , , , |
|---|---|
| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2006 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) |
| Repository: | Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial (Online) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:scielo:S1676-24442006000200007 |
| Online Access: | http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442006000200007 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Bacilo Gram-negativo Resistência a carbapenens Metalo-beta-lactamase Integron Cassete gênico |
| Summary: | Nos últimos anos tem sido observada maior incidência de bacilos Gram-negativos resistentes a cefalosporinas de espectro ampliado no ambiente hospitalar, ocasionando, assim, maior uso de betalactâmicos mais potentes, como os carbapenens. A utilização de carbapenens exerce maior pressão seletiva sobre a microbiota hospitalar, o que pode ocasionar aumento da resistência a esses agentes. Entre os mecanismos de resistência a carbapenens mais comumente identificados estão a produção de betalactamases, como, por exemplo, as pertencentes à classe D de Ambler e as que pertencem à classe B de Ambler, ou metalo-beta-lactamases (MbetaL). Essas últimas hidrolisam todos betalactâmicos comercialmente disponíveis, sendo a única exceção o monobactam aztreonam. Desde o início da década de 1990, novos genes que codificam MbetaLs têm sido descritos em microrganismos clinicamente importantes, como Pseudomonas spp., Acinetobacter spp. e membros da família Enterobacteriaceae. O encontro desses microrganismos não-sensíveis a carbapenens pode ser submetido a metodologias fenotípicas para detecção da produção de MbetaL com o intuito de auxiliar a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e prevenir a disseminação desses determinantes de resistência, uma vez que genes que codificam MbetaLs estão contidos em estruturas genéticas que propiciam sua mobilidade de forma muito efetiva, sendo então facilmente disseminados. |
|---|