Laser de CO2, radiofrequência e promestrieno no tratamento da síndrome genitourinária da menopausa em usuárias de antiestrogênios com câncer de mama – avaliação histomorfométrica do vestíbulo vulvar: resultados preliminares de um ensaio clínico randomizado
Objetivo: Avaliar os efeitos clínicos e histológicos no vestíbulo vulvar, antes e após os tratamentos com laser de CO2 fracionado microablativo (LCO2), radiofrequência fracionada microablativa (RF) e promestrieno (CT), em pacientes com câncer de mama em uso de antiestrogênios e com Síndrome Genito...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/65830 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65830 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Síndrome Genitourinária da Menopausa Câncer de mama Laser de CO2 Radiofrequência Genitourinary Syndrome of Menopause Breast cancer Radio frequency |
| Sumario: | Objetivo: Avaliar os efeitos clínicos e histológicos no vestíbulo vulvar, antes e após os tratamentos com laser de CO2 fracionado microablativo (LCO2), radiofrequência fracionada microablativa (RF) e promestrieno (CT), em pacientes com câncer de mama em uso de antiestrogênios e com Síndrome Genitourinária da Menopausa (SGUM). Métodos: Foram selecionadas 100 mulheres com câncer de mama em uso de antiestrogênios com sinais e/ou sintomas de SGUM de intensidade moderada a grave, de acordo com a Escala Visual Analógica (EVA 4). Após assinatura do termo de consentimento, foi realizado exame ginecológico e biópsia do vestíbulo vulvar. As participantes eram randomizadas para um dos três grupos de tratamento: CT, LCO2 ou RF. O grupo CT fazia uso domiciliar de Promestrieno creme por via vaginal 1g/d, por 21 dias e, em seguida, duas vezes por semana, por quatro meses. Nos grupos LCO2 e RF, foram realizadas três sessões mensais para aplicação das energias na região vulvovaginal. O seguimento foi realizado 120 dias após o início das terapias, com avaliação dos mesmos parâmetros aferidos inicialmente, bem como da impressão subjetiva sobre os efeitos dos tratamentos pela escala de 5 pontos de LIKERT. Resultados: 94 mulheres foram randomizadas da seguinte forma: 32 no grupo CO2L, 32 no RF e 30 no CT. Setenta pacientes concluíram o estudo e tinham amostras pré e pós-tratamento adequadas para análise, 23 no grupo CO2L, 21 no RF e 26 no promestrieno. Após as terapias, houve melhora significativa da sintomatologia expressa pela redução da nota do EVA nos três grupos avaliados (p<0.05) e sem diferença entre eles. A melhora subjetiva foi alcançada de modo semelhante, em todos os grupos LCO2 4,783 (0,518), RF 4,150 (0,813), CT 4,280 (1.13) (p =0,055) acessada por meio da escala de LIKERT. Somente 4 (5.71%) das amostras revelaram atrofia histológica pré-tratamento, mostrando, portanto, dissociação clínico-histológica. Não foram identificadas alterações estruturais epiteliais ou estromais significativas após os tratamentos. Nenhuma injuria à estrutura tecidual do vestíbulo vulvar ou evento adverso clínico relevante foram identificados após os tratamentos com energias. Conclusão: Os tratamentos com LCO2, RF e promestrieno proporcionaram melhora significativa e semelhante da SGUM em mulheres com câncer de mama em uso de antiestrogênios. O uso das energias não provocou dano tecidual estrutural ou complicações clínicas relevantes, o que demonstra a segurança da aplicação dessas tecnologias no vestíbulo vulvar para tratamento da SGUM. |
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