Práticas profissionais em telessaúde de terapeutas ocupacionais nos serviços vinculados ao Sistema Único de Saúde no Brasil
Introdução: A telessaúde é uma estratégia de atendimento realizada por meio de tecnologias digitais de telecomunicação usada pelos profissionais para atenção aos usuários, intercâmbio profissional e com a rede de serviços. A oferta da telessaúde pode se dar na forma de teleconsulta, teleatendimento,...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-21082025-111637 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5175/tde-21082025-111637/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | COVID-19 Digital health E-health policies Occupational therapy Políticas de e-saúde Saúde digital Sistema Único de Saúde Telehealth Telessaúde Terapia ocupacional Unified Health System |
| Sumario: | Introdução: A telessaúde é uma estratégia de atendimento realizada por meio de tecnologias digitais de telecomunicação usada pelos profissionais para atenção aos usuários, intercâmbio profissional e com a rede de serviços. A oferta da telessaúde pode se dar na forma de teleconsulta, teleatendimento, telerreabilitação, telemonitoramento, teleorientação, teletriagem, telediagnóstico, teleinterconsulta, teleconsultoria, telerregulação, segunda opinião formativa e teleducação. A pandemia por COVID-19 mobilizou os terapeutas ocupacionais e outros profissionais da saúde, a buscar estratégias, para garantir a assistência ao público-alvo, sem experiência prévia de como continuar as intervenções de modo não presencial e adaptadas à diversidade terapêutica, condições de saúde e vulnerabilidade da população. Assim, ambientes virtuais ao englobarem diversos tipos de comunicação e interação humana, produzem modificações no modo de pensar, se relacionar, significar o mundo, produzir saúde e conhecimento. Objetivo: Conhecer e refletir sobre as práticas profissionais dos terapeutas ocupacionais no uso da estratégia de telessaúde nos serviços do SUS e vinculados. Metodologia: Pesquisa quanti-qualitativa exploratória descritiva, que utilizou questionário com perguntas abertas e fechadas, na plataforma Google Formulários, difundida aos terapeutas ocupacionais que atuaram em equipamentos de saúde vinculados ao SUS, que empregaram a telessaúde como estratégia. Resultados e Discussão: Participaram 69 terapeutas ocupacionais e destes, 6 foram excluídos, totalizando 63 terapeutas ocupacionais. A maioria dos profissionais era do gênero feminino (88,89%), mais de 11 anos de profissão (74,61%) e ao menos um curso de pós-graduação (92,06%) indicando a experiência e qualificação dos profissionais. Os participantes eram de 4 das 5 regiões brasileiras, sendo o maior número do Sudeste (90,47%), região com maior concentração. Quanto ao equipamento de saúde, 13 (20,9%) dos profissionais atuavam em hospitais, 39 (61,90%) em serviços de média complexidade, 11 (17,9%) na atenção básica e 6 (9,52%) em outros serviços da Assistência Social e 10 trabalhavam em 2 serviços. Antes da pandemia por COVID-19, apenas 19,05% desenvolveram ações em telessaúde por meio de e-mail, ligações telefônicas, videochamadas e telemonitoramento. No período da pandemia, 95,24%, realizaram ações de teleatendimento e 4,76% em teleconsultoria, com uso de plataformas online para videochamadas. Os terapeutas ocupacionais mencionaram não receber capacitação prévia para o uso da estratégia e reforçaram a importância da alfabetização digital, para a apropriação dos recursos da telessaúde. Quanto às possibilidades da estratégia de telessaúde identificou-se o seu uso nas situações de mudança de domicílio, dificuldade de acesso aos serviços ou de profissionais no território, manutenção do vínculo, continuidade das ações terapêuticas e intercâmbio de informações com a rede. Quanto às limitações foram destacadas dificuldades com a conectividade, falta de equipamentos nos serviços e de capacitação para o desenvolvimento das ações. Conclusão: Com o estudo espera-se contribuir com a ampliação das informações e maior apropriação dos profissionais sobre o uso a estratégia de telessaúde na atenção à população e rede de serviços Como produto, processo e/ou ação técnico-social foi elaborado um manual com orientações para apoiar e qualificar o uso da estratégia de telessaúde nas práticas profissionais, considerando os marcos legais para o desenvolvimento de boas práticas |
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