A identidade implorada : as experiências de conversão e retorno dos judeus do Nordeste sob o olhar de instituições judaicas nacionais e internacionais
A presente tese é dedicada aos processos de formação, cisão e reinvenção de comunidades judaicas em Campina Grande, Paraíba, a partir da descrição analítica das relações vivenciadas por esses grupos junto a lideranças e instituições do judaísmo estabelecido nos cenários nacional e internacional. A e...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/44825 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44825 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Antropologia Judeus – identidade Judaísmo Conversão |
| Sumario: | A presente tese é dedicada aos processos de formação, cisão e reinvenção de comunidades judaicas em Campina Grande, Paraíba, a partir da descrição analítica das relações vivenciadas por esses grupos junto a lideranças e instituições do judaísmo estabelecido nos cenários nacional e internacional. A exemplo de outros conversos atuantes no Nordeste e em outras regiões do Brasil, os judeus campinenses (que se autodeclaram “Bnei Anussim”, “marranos” ou “sefarditas”) se constituem, majoritariamente, a partir de dissidências de igrejas evangélico-neopentecostais que estão em busca de verdades teológicas presentes em livros sagrados (Antigo Testamento da Bíblia e Torá) e da redescoberta de genealogias sanguíneas de famílias de cristãos-novos que aportaram no “Novo Mundo” em séculos coloniais passados. De modo bastante diversificado, tais comunidades se organizam em torno de práticas cotidianas atentas a um calendário de ritos religiosos, a fim de se tornarem conhecidas e reconhecidas por vertentes reformadas e ortodoxas do judaímo contemporâneo. Em meio a essas experiências de reinvenção de grupos de conversos, surge o projeto Sinagoga Sem Fronteiras. Sediado na cidade de São Paulo e com relações com rabinos reformados radicados em Israel, o Sinagoga Sem Fronteiras propõe um acolhimento “mais democrático” das comunidades judaicas brasileiras. A presença do projeto em algumas comunidades campinenses revela a construção de um imaginário repleto de estereótipos sobre o “judeu nordestino”, considerado periférico em relação ao judeu de migração mais recente, estabelecido no eixo Rio-São Paulo. As ações da Sinagoga Sem Fronteiras, apoiadas pela Fundação Zera Israel, têm provocado cisões e articulações de novos grupos de convertidos. Tais relações entre grupos de judeus estabelecidos e grupos outsiders é acompanhada com certa preocupação pelo Ministério da Educação de Israel que tem enviado representantes para observação do fenômeno dos conversos presente em diversas localidades no Nordeste e de outras regiões do Brasil e do mundo. As ilustres “visitas” da oficialidade judaica visam compreender a dinâmica desses processos identitários, repletos de questões étnicas, religiosas e políticas, no intuito de tentar monitorar, e mesmo disciplinar, os imponderáveis de um universo assaz multifacetado. |
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