Gênero e mobilidade do trabalho: bolivianas trabalhadoras na indústria de confecção de São Paulo

O processo migratório de bolivianos para São Paulo com inserção em oficinas de costura existe desde a década de 1990, com uma alta participação de mulheres que trabalham como costureiras assim como os homens. O objetivo deste texto é caraterizar as relações de trabalho na costura em relação com as c...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ribeiro, Clara Lemme
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-14052019-141554
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-14052019-141554/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bolivianas
Bolivians
Garment industry
Gender
Gênero
Indústria da confecção
Labor mobility
Mobilidade do trabalho
Descripción
Sumario:O processo migratório de bolivianos para São Paulo com inserção em oficinas de costura existe desde a década de 1990, com uma alta participação de mulheres que trabalham como costureiras assim como os homens. O objetivo deste texto é caraterizar as relações de trabalho na costura em relação com as condições de formação dessa migração, além de caracterizar a inserção particular de mulheres nas oficinas e o seu papel no processo migratório. Para isso, realizamos entrevistas de profundidade com bolivianos costureiros e trabalhos de campo nos espaços de emprego e moradia de migrantes e seus familiares em São Paulo, Buenos Aires, La Paz e El Alto. Como as oficinas de costura se apresentam como lugar de moradia dos migrantes, a reprodução doméstica e familiar é uma dimensão fundamental das oficinas e do processo migratório como um todo, assim como o trabalho. As mulheres são as principais responsáveis pelas atividades de cozinha e limpeza, ao mesmo tempo em que estão contraditoriamente inseridas na esfera do trabalho. A migração boliviana para São Paulo se sustenta, assim, sobre arranjos particulares de trabalho e de reprodução.