MICROPOLÍTICA DA ATIVIDADE

Trata-se, nesse ensaio teórico, de retomar o conceito de atividade desenvolvido por algumas máquinas de análise dos processos de trabalho. A saber, a ergonomia, a ergologia e a clínica da atividade. Tal abordagem caracteriza-se como micropolítica por privilegiar as dimensões éticas e políticas de ta...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Zamboni, Jésio, Barros, Maria Elizabeth Barros de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
Repositorio:Barbarói (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.online.unisc.br:article/2442
Acceso en línea:https://online.unisc.br/seer/index.php/barbaroi/article/view/2442
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:atividade
micropolítica
ergonomia
clínica da atividade
Descripción
Sumario:Trata-se, nesse ensaio teórico, de retomar o conceito de atividade desenvolvido por algumas máquinas de análise dos processos de trabalho. A saber, a ergonomia, a ergologia e a clínica da atividade. Tal abordagem caracteriza-se como micropolítica por privilegiar as dimensões éticas e políticas de tais dispositivos tomados no contexto das lutas coletivas no capitalismo. Define-se atividade como um conceito inacabável em função da sua consideração das variações incessantes no trabalho. Discute-se, ainda, o problema da atividade como uma função no campo científico e como um conceito no campo filosófico, destacando suas relações como instrumentos analíticos. Também se discute a relação entre condições de trabalho e sua organização pela problematização promovida pela ergonomia. A partir daí, acompanha-se o desenvolvimento do conceito de atividade desde o conceito de trabalho real, definido por seu deslocamento contínuo em relação às prescrições. Tal deslocamento permitirá, a seguir, conceituar a atividade como devir do trabalho, redefinindo a ferramenta analítica. Logo, define-se a atividade como sempre situada, destacando que a situação é marcada por um movimento abstrato que possibilita produzir transversalidade entre casos diversos vividos no trabalho em função da construção de um problema a viver. Partindo da situação de trabalho do motorista de ônibus coletivo urbano, discute-se as linhas micropolíticas de análise da atividade: a linha dura que separa trabalho prescrito e trabalho real em contraste com a linha vibratória que se privilegia pela análise da atividade situada.