Memória, trauma e ditadura no Brasil : a literatura testemunhal de Renato Tapajós amplia a circulação social de experiências vividas individualmente mas que ressoam coletivamente

As sociedades capitalistas modernas ocidentais foram, ao longo do século XX, sacudidas por eventos catastróficos e traumáticos, como o Holocausto em território europeu, e as Ditaduras Militares na América Latina – acontecimentos que, desafiando qualquer tentativa de representação, convocam os(as) so...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Passiani, Enio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/271147
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/271147
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Tapajós, Renato. Em câmara lenta
Ditadura
Memória
Descripción
Sumario:As sociedades capitalistas modernas ocidentais foram, ao longo do século XX, sacudidas por eventos catastróficos e traumáticos, como o Holocausto em território europeu, e as Ditaduras Militares na América Latina – acontecimentos que, desafiando qualquer tentativa de representação, convocam os(as) sobreviventes ao seu testemunho, como necessária luta histórica contra o seu esquecimento. Nesse sentido, a literatura, como forma figurada da memória, constitui instrumento de luta contra a injustiça e a favor da reparação, como que ocupando o vazio deixado pelo testemunho jurídico, que, diante dos escombros da história, ou se cala ou é calado pelo poder político constituído. Contra o recalque patrocinado por nossas elites impõe-se a literatura testemunhal, como é o caso do livro “Em câmara lenta”, de Renato Tapajós, objeto de análise sociológica deste artigo.