O Fórum China-Celac : uma plataforma e “marca” para o multilateralismo sinocêntrico
Este artigo analisa o papel do Fórum China-Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) como instrumento e expressão de um multilateralismo sinocêntrico. Essa forma de multilateralismo baseia-se na norma do pluralismo, bem como em agendas voltadas para o desenvolvimento. Operacionalm...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da IPEA (RCIpea) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/17376 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17376 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Diplomacia Celac Multilateralismo |
| Sumario: | Este artigo analisa o papel do Fórum China-Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) como instrumento e expressão de um multilateralismo sinocêntrico. Essa forma de multilateralismo baseia-se na norma do pluralismo, bem como em agendas voltadas para o desenvolvimento. Operacionalmente, o multilateralismo sinocêntrico consiste na multilateralização de relações bilaterais. O Fórum constitui uma camada institucional mínima entre as relações bilaterais e as iniciativas globais chinesas, permitindo à China coordenar engajamentos e legitimar padrões de interação na região. Além disso, imprime sobre atividades, discussões, comitês e outros espaços ou interações uma “marca” caracterizada por uma combinação de pluralismo internacional e cooperação Sul-Sul, expressa sobretudo no princípio da não interferência em assuntos internos e em uma agenda orientada para o desenvolvimento. O Fórum não é apenas um espaço de diálogo, é também uma ferramenta para a socialização de elites, organização de interações em múltiplas áreas e legitimação de atividades e normas. Com o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a intensificação do unilateralismo e diplomacia coercitiva na política externa norte-americana, o Fórum pode se tornar mais relevante para a China e para os países latino-americanos e caribenhos em busca de diversificação – especialmente os países menores da região. |
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