Na sintonia da política: Getúlio Vargas, \"os campeões do microfone\" e o trabalhismo na Revista do Rádio (1948 - 1954)
O presente estudo tem por principal objetivo realizar uma leitura política da Revista do Rádio. Especializada em assuntos radiofônicos, passou a circular em 1948. Tinha por diretor-chefe Anselmo Domingos, escritor de radionovelas. O periódico se tornou a maior revista sobre o rádio daquele período....
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-08082023-124140 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-08082023-124140/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cultura Política Getulio Vargas Getúlio Vargas Labor Political Culture Radio Rádio Revista do Rádio Trabalhismo |
| Sumario: | O presente estudo tem por principal objetivo realizar uma leitura política da Revista do Rádio. Especializada em assuntos radiofônicos, passou a circular em 1948. Tinha por diretor-chefe Anselmo Domingos, escritor de radionovelas. O periódico se tornou a maior revista sobre o rádio daquele período. Os principais assuntos e temáticas tratados pelo periódico giravam em torno da vida íntima e pessoal dos artistas de rádio, ficando assim conhecida como a primeira \"revista de fofoca\" brasileira. As pesquisas acadêmicas que a colocaram como fonte ou objeto de análise levaram em conta apenas seus aspectos de amenidade e entretenimento. Mas, será que essa é a única leitura possível da revista? Ao folheá-la, percebi que havia algo que poderia revelar mais do que trivialidades; suas folhas estavam, ainda que de maneira pontual, inebriadas de discussões políticas. O recorte temporal escolhido para este estudo foi entre 1948 e 1954, mais especificamente no contexto do segundo governo Vargas, momento em que o semanário mais apresentou as linguagens e a culturas políticas em que se inseria, tanto de quem escrevia na revista, quanto da classe de radialistas na qual se colocava como principal porta-voz. Inúmeros radialistas se candidataram para cargos políticos, o que também foi acompanhado pela revista. Na medida em que informava seus leitores sobre os \"campeões do microfone\", termo cunhado por Anselmo Domingos em referência aos \"radialistas políticos\", o periódico também construía e mobilizava uma coesa e precisa imagem de Getúlio Vargas. Logo, meu intento é averiguar as razões que levaram a revista, além de grande parte dos radialistas e artistas de rádio a apoiarem a volta de Vargas ao poder. Além disso, também proponho discutir os motivos que conduziram alguns radialistas adentrarem ao espaço político. |
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