O impacto da escolaridade da população sobre a pobreza e a desigualdade de renda no Brasil: 1993-2011

O tema deste trabalho compreende o estudo do impacto da educação no nível da renda e sua respectiva distribuição no Brasil ao longo dos anos (1993 a 2011). A metodologia adotada no estudo é um modelo de decomposição microeconométrica com simulações, no qual conseguimos avaliar o impacto da escolarid...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Teixeira, Paula Penko
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02092015-095249
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96131/tde-02092015-095249/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:decomposição e micro-simulações
decomposition
desigualdade
educação
education
inequality
microsimulation
pobreza
poverty
Descripción
Sumario:O tema deste trabalho compreende o estudo do impacto da educação no nível da renda e sua respectiva distribuição no Brasil ao longo dos anos (1993 a 2011). A metodologia adotada no estudo é um modelo de decomposição microeconométrica com simulações, no qual conseguimos avaliar o impacto da escolaridade sobre a pobreza e a desigualdade de renda. Destacamos dois principais resultados. Na simulação do efeito quantidade, temos que a educação explica 34% da queda no indicador de proporção de pobres entre 1993 e 2011, 43% da queda na proporção de extremamente pobres e 13% da queda no Gini (desigualdade de renda) no mesmo período. Para os anos entre 2001 e 2011, o efeito quantidade da educação explica 27% da queda na proporção de pobres e de extremamente pobres e apenas 1% da queda na desigualdade de renda ocorrida no período analisado. Já na simulação do efeito preço da educação, o impacto se mostrou relevante somente na queda na desigualdade de renda: a educação explica 15% da queda observada entre 1993 e 2011 e 33% da queda ocorrida entre 2001 e 2011.