Antipassive structure in Tenetehára (Tupi-guarani family)
O presente trabalho pretende descrever e examinar as construções antipassivas na língua Tenetehára (família linguística Tupí-Guaraní). Mostraremos que as construções transitivas, ao receberem o morfema {puru-}, passam a exibir as seguintes propriedades gramaticais típicas de sentenças antipassivas:...
| Authors: | , , |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2016 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFMG |
| Language: | English |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufmg.br:1843/49148 |
| Online Access: | https://doi.org/10.26512/rbla.v8i1.16311 http://hdl.handle.net/1843/49148 https://orcid.org/0000-0001-9112-4858 https://orcid.org/0000-0003-3513-1409 https://orcid.org/0000-0002-3009-7654 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Tenetehára (Tupi-Guarani) Antipassive construction Minimalist program Features valuation Língua tupi-guarani Teoria minimalista (Linguística) |
| Summary: | O presente trabalho pretende descrever e examinar as construções antipassivas na língua Tenetehára (família linguística Tupí-Guaraní). Mostraremos que as construções transitivas, ao receberem o morfema {puru-}, passam a exibir as seguintes propriedades gramaticais típicas de sentenças antipassivas: (i) elas adquirem estrutura sintática intransitiva e (ii) o Caso abstrato do argumento interno não é valorado pelo v, mas pela posposição -ehe. Usando uma abordagem minimalista, mostraremos que a principal diferença entre uma oração antipassiva e uma transitiva é que embora o vP antipassivo selecione um argumento externo, seu núcleo não é capaz de valorar o Caso abstrato do argumento interno. Por essa razão, o objeto é dependente da posposição -ehe para o Caso oblíquo. Além disso, diferentemente do que acontece na derivação de construções transitivas, o traço-φ do vP antipassivo é lexicalmente valorado, o que não permite a concordância (sistema nominativo), em termos de traços-φ, com seu argumento externo. O resultado é que este argumento externo se move para uma posição de Spec-vP mais alta na configuração arbórea, cujo núcleo é instanciado pelo verbo {-wer} “querer”, com o qual este DP estabelece concordância em termos de traços-φ, desencadeando o segundo paradigma de concordância (sistema absolutivo). |
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