Dimensões Históricas da Internacionalização: o papel da diplomacia cultural alemã na mobilidade acadêmica transnacional (1919–1945)

A internacionalização é considerada um processo fundamental para aperfeiçoamento da qualidade do ensino superior e da pesquisa científica e como fruto da globalização contemporânea e das exigências por ela impostas. A mobilidade transnacional de estudantes e pesquisadores representa um dos principai...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, André Felipe Cândido da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/31094
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/31094
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Internacionalização
Mobilidade acadêmica
Diplomacia cultural
Política cultural externa alemã
República de Weimar
Alemanha nazista
Internationalization
Academic mobility
Cultural diplomacy
German foreign cultural policy
Weimar Republic
Nazi regime
Diplomacia/história
Internacionalidade/história
Educação Superior
Pesquisa
História do Século XX
Alemanha
Descripción
Sumario:A internacionalização é considerada um processo fundamental para aperfeiçoamento da qualidade do ensino superior e da pesquisa científica e como fruto da globalização contemporânea e das exigências por ela impostas. A mobilidade transnacional de estudantes e pesquisadores representa um dos principais aspectos da internacionalização, sendo perseguida e enfatizada pelas distintas políticas e atores que a promovem. O presente artigo analisa a internacionalização como dinâmica histórica que nas primeiras décadas do século XX esteve associada às políticas de diplomacia cultural dos países europeus e Estados Unidos. Nesse sentido, pretende mostrar como ela se articulou com o intenso nacionalismo do período e com o esforço de modificar correlações de força pela conquista de nichos de identificação cultural. A análise se concentra na diplomacia cultural exercida pela Alemanha durante a República de Weimar e o regime nazista, país que esteve no epicentro dos dois conflitos mundiais, onde o incentivo ao intercâmbio de estudantes e acadêmicos assumiu sentidos específicos, referidos ao isolamento internacional pós-Tratado de Versalhes e à ambição de obter hegemonia cultural e política por meio de estratégias que variaram de acordo com o contexto político. Detalhará algumas ações direcionadas aos países latino-americanos, sobretudo ao Brasil.