O “R.A.P enC.I.N.A” : revolusom através de palavras - conhecimento, identidade, negritude e antirracismo
Esta pesquisa se dedica à investigação da cultura hip-hop, com foco especial no rap, estabelecendo-o como uma ferramenta estratégica adotada pela negritude para enfrentar o racismo antinegro no contexto brasileiro. Para atingir esse objetivo, utilizamos como campo o Programa Território Hip-Hop, uma...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/271986 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/271986 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | População negra Hip hop Rap (Música) Negritude Racismo Conhecimento Cultura Hip-Hop Culture Rap Music Blackness Racism Knowledge |
| Resumo: | Esta pesquisa se dedica à investigação da cultura hip-hop, com foco especial no rap, estabelecendo-o como uma ferramenta estratégica adotada pela negritude para enfrentar o racismo antinegro no contexto brasileiro. Para atingir esse objetivo, utilizamos como campo o Programa Território Hip-Hop, uma iniciativa promovida pela prefeitura de São Paulo. Iniciamos com Observação Participante, permitindo vivenciar e compreender as dinâmicas e interações dos/as jovens negros/as e periféricos atuantes no programa. Posteriormente, organizamos um Experimento envolvendo dois Grupos Focais e Entrevistas semiestruturadas com alguns/mas desses/as adolescentes, captando perspectivas e conhecimentos situados onde as músicas surgiram como provocação. Essas abordagens no processo de produção de dados resultaram em uma análise sólida e fundamentada, fornecendo informações valiosas sobre o potencial do rap como recomposição de humanidade nas vivências, resistência e sobrevivência. No referencial teórico, este trabalho se baseia nas perspectivas da proposta Decolonial e das teorias Pós-coloniais, Afropessimista e do hip-hop studies, combinando essas diferentes linhas de pensamento para uma compreensão mais aprofundada das dinâmicas analisadas. Como resultado, os dados produzidos revelaram evidências de que o rap transcende a categorização de gênero musical; ele pode ser considerado também um modo de existência, linguagem, conjunto de valores e, sobretudo, um produtor de conhecimento. Dessa forma, rappers, ao desafiarem o status quo, assumem o compromisso de se apresentarem como verdadeiros/as intelectuais e representantes de uma parcela significativa da população brasileira que luta para ser ouvida diante dos desafios sociais e políticos que enfrenta. |
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