O gênero entre a tecnofobia e a tecnofilia: perspectivas teóricas e históricas.
A proposta da pesquisa é trazer uma perspectiva histórica e teórica sobre os estudos da relação entre gênero e tecnologia. Para isso, introduz-se o tema a partir do diálogo entre a Teoria Ator-rede (ANT) (CALLON e LATOUR, 2015; LATOUR, 2012) e a Genealogia do gênero (BUTLER, 2013), de maneira a traç...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/15558 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15558 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Gender Technology Actor-network theory Performativity Feminism Cyborg Rhizome Gênero Tecnologia Teoria ator-rede Performatividade Feminismo Ciborgue Rizoma CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Sumario: | A proposta da pesquisa é trazer uma perspectiva histórica e teórica sobre os estudos da relação entre gênero e tecnologia. Para isso, introduz-se o tema a partir do diálogo entre a Teoria Ator-rede (ANT) (CALLON e LATOUR, 2015; LATOUR, 2012) e a Genealogia do gênero (BUTLER, 2013), de maneira a traçar seus pontos de convergência, complementariedade e conflito. Com a primeira, torna-se possível pensar o funcionamento da lei heteronormativa e suas falhas a patir de uma perspectiva em rede formada por associações entre humanos e não-humanos. Com a segunda abordagem, é possível voltar a ANT contra si mesma a partir da noção de pessoa generificada. No capítulo seguinte, traça-se uma abordagem mais histórica, destacando-se as posturas políticas e teóricas dos movimentos feministas (Liberal e Radical) em relação à questão da ciência e da tecnologia. Nesse capítulo, também faz-se um apanhado geral das principais alternativas à perspectiva do Determinismo Tecnológico, que são as abordagens construtivistas e interacionistas da década de 1980 (Construção Social de Fatos e Artefatos (SCOT), a Metáfora dos Sistemas e, novamente, a Teoria Ator-Rede). No capítulo final, abordam-se as limitações que os chamados Feminist Technological Studies (FTS) tiveram para desenvolver métodos analíticos efetivamente simétricos para se pensar a co-produção dialética entre gênero e tecnologia. Esses problemas metodológicos serão superados a partir da abordagem ciberfeminista do ciborgue (HARAWAY, 2009). Contudo, apesar dos avanços analíticos, essa interpretação possui limitações internas para se pensar uma política de mudanças radicais. Ao partir de uma perspectiva prostética, ela não consegue superar efetivamente a lógica identitária. Por fim, será traçada uma postura política a partir da ideia de microfísica (FOUCAULT, 2012) do gênero, na qual a lógica identitária é superada a partir dos conceitos de rizoma, multiplicidade, agenciamentos e linhas de fuga (DELEUZE, 2013; DELEUZE e GUATTARI, 2011). |
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