Todos nascemos nus e o resto é drag: performatividade dos corpos construídos em sites de redes sociais

O artigo analisa os modos como o programa RuPaul's Drag Race desdobra-se através de plataformas digitais visando a compreensão das performatizações de self e, em consequência, de gêneros, que são acionadas nesses processos marcados pela convergência e pelo espalhamento mediático. Através de um...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Henn, Ronaldo, Machado, Felipe Viero Kolinski, Gonzatti, Christian
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2019
Country:Brasil
Institution:Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM)
Repository:Intercom (São Paulo. Online. 2006)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:ojs.revista.intercom.org.br:article/3243
Online Access:https://revistas.intercom.org.br/index.php/revistaintercom/article/view/3243
Access Level:Open access
Keyword:RuPaul's Drag Race
Redes Digitais
Performatividade
Queer
Gênero
Description
Summary:O artigo analisa os modos como o programa RuPaul's Drag Race desdobra-se através de plataformas digitais visando a compreensão das performatizações de self e, em consequência, de gêneros, que são acionadas nesses processos marcados pela convergência e pelo espalhamento mediático. Através de um uso experimental da análise de construção de sentidos em redes digitais, são tecidas inferências sobre os comentários da página oficial do programa e da página criada por fãs brasileiros RuPaula - ambas do Facebook. A primeira parte do texto problematiza noções de performance, self e performatividade do sexo/gênero, intuindo as maneiras como no contexto dos media tais processualidades têm suas potências semióticas intensificadas, podendo romper com quadros (hetero)normativos. Na segunda parte, os materiais analisados permitem visualizar um jogo de performances que fazem pensar em uma pretensa semiodiversidade que é instaurada em redes específicas mobilizadas pelo reality.