“EU, MODELO, MARTELO E MONUMENTO” Um estudo sobre a autofiguração em Bruno Tolentino

Este trabalho consiste no estudo da autofiguração em Bruno Tolentino como uma tomada de posição no campo literário brasileiro a partir da conciliação dos estudos sobre autofiguração com a Teoria dos Campos de Bourdieu. Reconhecendo a noção de autofiguração como a produção de imagens de si que abrang...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Nívia Maria Santos
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositório:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/27549
Acesso em linha:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27549
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Letras
Bruno Tolentino
Autofiguração
Campo literário
Polêmica
Poesia
Descrição
Resumo:Este trabalho consiste no estudo da autofiguração em Bruno Tolentino como uma tomada de posição no campo literário brasileiro a partir da conciliação dos estudos sobre autofiguração com a Teoria dos Campos de Bourdieu. Reconhecendo a noção de autofiguração como a produção de imagens de si que abrange tanto a presença do autobiográfico em textos literários e críticos quanto a ficcionalização da biografia pelo próprio autor, bem como sua exposição pública, parte-se do pressuposto de que é possível identificar nas polêmicas, nas entrevistas, no arquivo e nas produções poéticas de Tolentino um investimento autofigurativo. Nesse sentido, o corpus analisado sugere uma atuação de Tolentino sobre sua figura de poeta em busca de uma posição de maior destaque no campo literário brasileiro, possibilitando a construção das figurações de poeta recém-chegado, de poeta polemista e de poeta pensador em prol de seu reconhecimento enquanto “poeta maior”. A mitificação da biografia pelo próprio autor, a instauração de antagonismos com outros agentes do campo e a presença de momentos autobiográficos na produção poética e ensaística constituem em Tolentino um empenho para demarcar sua diferença no campo contra a despersonalização formalista em direção ao retorno do autor como uma instância legitimadora, instituindo novas nuances na configuração do campo literário brasileiro.