Estudo sobre o consumo de anti-inflamatórios não esteroidais e antibióticos pela população adulta brasileira: um estudo de coorte

A automedicação sem prescrição médica ou odontológica é uma ação que leva a problemas significativos associados ao uso excessivo de medicamentos no Brasil. O uso inadequado de antibióticos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) pode acarretar problemas relacionados à resistência aos agentes mi...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pedrolongo, Douglas Araujo
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12062025-150059
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25149/tde-12062025-150059/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Agentes anti-inflamatórios não esteroidais
Agentes antibacterianos
Anti-bacterial agents
Drug prescriptions
Non-steroidal anti-inflammatory agents
Prescrição de medicamentos
Prescription drug misuse
Uso indevido de medicamentos sob prescrição
Descrição
Resumo:A automedicação sem prescrição médica ou odontológica é uma ação que leva a problemas significativos associados ao uso excessivo de medicamentos no Brasil. O uso inadequado de antibióticos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) pode acarretar problemas relacionados à resistência aos agentes microbianos e complicações gastrointestinais. O objetivo deste estudo foi elucidar os padrões de consumo de antibióticos e AINEs entre a população adulta do Brasil. O questionário foi respondido por 400 pessoas residentes no Brasil que tiveram acesso ao link no ano de 2023. Os resultados revelaram que aproximadamente 89,5% dos voluntários haviam feito uso de AINEs e 32,2% haviam utilizado antibióticos, independentemente de esses medicamentos terem sido prescritos ou não por médicos ou dentistas. Foi observado que uma grande proporção dos efeitos adversos relatados pelos voluntários envolvia sintomas relacionados a queixas gastrointestinais. Houve uma alta prevalência de consumo de AINEs na população estudada, o que é consistente com a alta frequência de risco de reações adversas causadas por esses medicamentos, principalmente no trato gastrointestinal. Em relação aos antibióticos, observou-se que o consumo desses medicamentos sem prescrição profissional pela população foi considerado alto, chegando a um terço do total de voluntários que consumiram tais medicamentos.